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Codesa vai abrir 100 vagas de guarda portuário

Fonte Jornal A Tribuna / Vitória-ES

Até o final do mês que vem, mais um concurso público vai atracar no Estado. Segundo informações exclusivas obtidas pela reportagem de A Tribuna, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) vai abrir 100 vagas de nível médio para a guarda portuária.
 
Das chances, 25 oportunidades são para contratação imediata e 75 para cadastro de reserva. Para quem ficou interessado, é melhor correr com os estudos. Segundo o coordenador de Recursos Humanos da Codesa, Fabrício Bernardes Diniz, a organizadora do concurso deverá ser a Funcab. “A Codesa está em fase de assinatura de contrato e definição do conteúdo programático”, ressaltou.
 
Para o professor de Raciocínio Lógico do Curso França Junior, Plínio Gaúcho, a banca Funcab é boa para o candidato que está começando a estudar agora. “Ela não exige uma preparação acentuada, possui questões bem explicadas e acessíveis. Mas, claro, é preciso estudar”, frisou.
 
Os contratados no concurso vão receber salários que variam entre R$ 1.300 e R$ 1.500, além de benefícios como vale-alimentação/refeição, auxílio-creche/babá, auxílio-educação, assistência médica e odontológica e seguro de vida.
 
Também foram incorporados aos benefícios da Codesa, recentemente, o programa de participação nos lucros e o vale-cultura, no valor de R$ 50, informou Diniz.
 
Foi adiantado ainda que para concorrer ao cargo, além do nível médio de escolaridade, é preciso ter, no mínimo, 18 anos completos, não possuir antecedentes criminais, ter aptidão clínica, física e psicológica. A carga horária dos aprovados será de 36 horas semanais, em regime de escala.
 
Segundo o coordenador de Recursos Humanos, o concurso chega com o objetivo de reduzir as horas extras dos servidores atuais, melhorar a segurança do porto e o nível de serviço, além de agilizar operações, de modo geral, na Codesa.
 
Mas, segundo o presidente do Sindicato da Guarda Portuária no Estado do Espírito Santo (Sindguapor), José Maria Castro, há uma defasagem muito grande no quadro de guardas portuários, e o número de vagas imediatas abertas não será suficiente para suprir a demanda atual.
 
“Precisamos de, pelo menos, 150 novos trabalhadores para suprir as demandas de Barra do Riacho e d o entorno do Porto de Capuaba”.
 
Justiça penhora guindaste
 
A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) está com um bem penhorado pela Justiça devido à falta de concurso público e contratações de terceirizados.
 
Essa situação foi denunciada pelo Ministério Público do Trabalho em ação civil pública contra a Codesa. E contou com a participação do Sindicato da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor).
 
A Justiça pediu um bem para a Codesa, como garantia do pagamento da dívida de mais de R$ 4 milhões por dano moral coletivo e multas. O bem disponibilizado pelo órgão para penhora foi a Cábrea Amapá, que é um tipo de guindaste flutuante.
 
Segundo o advogado do Sindguapor, Otto Barcellos, diante da decisão da Justiça, a Codesa tem pressa em realizar o concurso.
 
A Codesa está recorrendo da decisão da multa, mas confirmou o concurso para agosto.
 

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