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Inércia administrativa leva Sindaport a cobrar providências da Codesp

Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio



Descaso e incompetência. São com essas inabilidades que a direção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) vem tratando o Plano de Empregos, Cargos e Salários (PECS) destinado aos seus pouco mais de 1.400 empregados. Por conta desse desleixo, nesta quinta-feira (16) o Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) encaminhou ofício ao presidente da estatal, Angelino Caputo e Oliveira, cobrando providências.  
 
O impasse teve início em outubro de 2014, quando a empresa não honrou seus compromissos no que tange as promoções e consequentes pagamentos previstos no PECS. Para piorar, a recém-divulgada lista de promovidos desagradou a grande maioria, gerando com isso centenas de reclamações junto ao Sindaport.
 
"Não podemos e não vamos nos omitir diante da maneira pouco profissional adotada pela Codesp na questão das promoções por meritocracia dos empregados da empresa", disse o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos. Para o dirigente, mesmo sendo uma prerrogativa exclusiva da companhia é dever de seus gestores dar o estrito cumprimento ao que foi acordado quanto as normas de aplicação do PECS.
 
De acordo com líder sindical, a alteração promovida pela Codesp na aplicação de 1% da folha de pagamento em promoções também desagradou os colaboradores. "O conceito de se aplicar 1% pelos próximos doze meses e não em 2014 acabou provocando uma redução no número de empregados promovidos, ou seja, o que era próximo de 100% caiu para apenas 421 contemplados, motivando o descontentamento e a insatisfação no ambiente de trabalho".
 
O dirigente também questiona os critérios utilizados pela empresa para a obtenção do real valor a ser destinado às promoções. "Para nós a chamada folha de pagamento representa o custo total da Codesp despendido com seus colaboradores, e não parcial em razão das equivocadas deduções de valores referentes ao pagamento de horas extras, adicionais e outros". Na avaliação do sindicalista, as subtrações feitas na folha de pagamento acabam diminuindo o valor que efetivamente deveria ser repassado para as promoções.
 
Os critérios utilizados pela Codesp para a avaliação de desempenho dos empregados é outro alvo de críticas por parte do presidente do Sindaport. "As avaliações de assiduidade, comprometimento, pontualidade e outros são frágeis e meramente subjetivos, sem falar na mais absoluta ausência de fundamentações para os casos de desempate entre os candidatos". 
 
Os preceitos adotados pelo comando da Autoridade Portuária para as promoções por antiguidade são igualmente questionados. "Se considerarmos que apenas 421 promoções serão efetivadas à partir de outubro, teremos uma grande defasagem na ascensão hierárquica nos próximos anos, o que será um grande retrocesso não apenas sob o ponto de vista profissional, mas sobretudo de gestão", conclui Cirino.
 

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