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Como o tráfico de drogas em portos prejudica o agro brasileiro?

Fonte: Canal Rural
 
Segundo delegado da Receita Federal, a fiscalização em portos ajuda a proteger a imagem do exportador brasileiro em mercados mais exigentes
 
O aumento na movimentação dos portos, aquecido pelo escoamento da safra agrícola, também traz oportunidade para a ação de criminosos. No último fim de semana, a Receita Federal apreendeu 475 kg de cocaína no porto de Paranaguá (PR) em duas operações.
 
“Esse fluxo maior de mercadorias também aumenta a nossa preocupação, pois os criminosos atuam em terminais com fluxo maior de mercadorias, pela variedade de rotas que esses lugares oferecem, especialmente para a Europa”, explica Luciano do Carmo Andreo, delegado da Alfândega da Receita Federal em Paranaguá.
 
Na apreensão em Paranaguá, a técnica utilizada pelos infratores é conhecida como rip-on/rip-off, que consiste na violação do lacre do contêiner para colocar a droga. O delegado da Receita diz que após a droga ser inserida no contêiner, o lacre é clonado, sem o conhecimento do exportador. Essa ação criminosa só é possível com o auxílio de alguém que conhece os procedimentos do porto, segundo Andreo.
 
“Em alguns casos, os criminosos utilizam até empresas de fachada para efetuar o contrabando. Mas para que tudo isso aconteça eles contam com informação privilegiada. Pode ser alguém do terminal, de alguma empresa marítima, isso é muito difícil de ser rastreado”.
 
O delegado da Receita Federal revela que desde 2018 as vistorias têm aumentado no local e reduzido a quantidade de drogas apreendidas. Segundo ele, as fiscalizações ajudam na manutenção do comércio externo do Brasil.
 
“Se essa droga chega ao seu destino certamente prejudicaria a imagem do Brasil e seus exportadores. Se a gente deixar esse tipo de crime correr solto, os países europeus e outros rejeitariam as nossas cargas. A segurança nos portos é um facilitador de comércio exterior entre os países”, ressalta Andreo.
 
Neste ano, a Receita Federal efetuou 12 apreensões de cocaína no porto de Paranaguá, com uma carga que totaliza 1,7 tonelada. No ano passado, foram 21 apreensões, com quase 7 toneladas de droga apreendidas.
 



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