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16/06/2015 - 02h37

Categoria aprova greve para o dia 29


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira



Mesmo com frio e chuva, a categoria prestigiou, na noite desta segunda-feira (15), a assembleia para discutir os próximos passos da Campanha Salarial 2015 e decidiu aprovar greve geral no próximo dia 29 de junho.
 
O presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, abriu a assembleia explicando que pela primeira vez a Codesp não reconheceu a data- base dos trabalhadores, que é 1° de junho e está oferecendo apenas 5% de reajuste salarial. 
 
Ele informou que essa proposta foi oferecida na primeira reunião, entre a empresa e os sindicatos representantes de trabalhadores da Codesp, e todos os dirigentes foram taxativos em rejeitá-la. 
 
Na segunda reunião, realizada na última sexta-feira, a empresa apenas aceitou discutir duas cláusulas, referentes ao vale-transporte x vale-gasolina e o atestado acompanhante. E reafirmou a proposta apresentada na primeira reunião. 
 
“Temos que mostrar para a Codesp que não estamos de brincadeira. Que os trabalhadores do Porto de Santos merecem respeito. Por isso, vamos parar o porto no próximo dia 29 de junho”, disse o presidente do Sindaport, enfatizando que não vai pedir mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho pois a proposta da Codesp não vai mudar e a empresa só ganharia tempo.
 
Diante dessa proposta salarial vexatória, Everandy Cirino vai participar nos dias 23 e 24 deste mês de reunião em Brasília, convocada pela Federação Nacional dos Portuários, e apresentar o seguinte: “O Sindaport defende a realização de uma greve geral em todos os portos no dia 29 de junho. Não dá para cada Companhia Docas oferecer uma proposta salarial diferente”, ressaltou, explicando que consultou os portos de Vitória e do Rio de Janeiro e cada um recebeu uma proposta diferente de sua respectiva companhia docas.
 
O advogado do Sindicato, Eraldo Franzese, explicou que historicamente a Codesp sempre garantiu a data-base, como demonstração de boa fé. No entanto, este ano, surpreendendo a todos a empresa modificou esse procedimento o que faz com que os sindicatos tomem uma posição.
 
Everandy Cirino expôs para a categoria que, primeiro, a Diretoria da Codesp havia informado que o motivo para oferecer apenas 5% de aumento, contra um índice de inflação de 8,80%, seria porque nos últimos acordos coletivos os aumentos salariais foram bem acima da inflação, o que não é verdade. “Outra falácia da diretoria da Codesp foi afirmar que o índice de 5% seria uma ordem da Secretaria Especial de Portos, que por sua vez, teria recebido uma determinação do DEST para oferecer um índice abaixo da inflação, para as empresas estatais e de economia mista. Porém, sabemos que isso não passa de mentira”.
 
Para o dirigente sindical, o que acontece na prática é justamente o contrário. Quem manda dinheiro para a SEP é a Codesp, que acaba arcando com parte dos custos da pasta, inclusive com salários. “Na semana passada, começo de junho, fomos informados, que uma boa grana foi enviada para a SEP em Brasília. Será que o aumento deles também é em junho? E o reajuste será 5% também?”, indagou o líder do Sindaport.
 
Ainda nesta semana, o Sindaport vai encaminhar ao Dest um oficio solicitando informações sobre as orientações recebidas pela Codesp a respeito da Campanha Salarial da categoria.

Além dos trabalhadores ligados ao SINDAPORT, a assembleia contou a com a participação de empregados da estatal vinculados ao Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (SINDOGEESP), Sindicato dos Operários Portuários (SINTRAPORT), Sindicato dos Rodoviários (SINDROD), Sindicato dos Engenheiros (SEESP), Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (SINDPD) e Sindicato dos Empregados Desenhistas Técnicos, Artísticos, Industriais, Copistas, Projetistas Técnicos e Auxiliares (SINDESP).
 
Resposta
 
Em nota, Codesp informou que já foram realizadas duas reuniões sobre a campanha salarial. Há outro encontro programado para esta quarta-feira (17).
 
"A Codesp apresentou sua proposta e está negociando com as categorias, considerando o momento econômico do país. Espera-se que as negociações sejam concluídas neste mês, por isso a empresa entende desnecessário garantir a data base de 1º de Julho", pronunciou-se.

Atualizada em 17/06/2015, às 06h55