Notícias
20/04/2015 - 00h31

Sindaport reivindica a manutenção da atual diretoria da Codesp


Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio



O presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, Everandy Cirino dos Santos, encaminhou ofício, na última sexta-feira (17), para o novo ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, requerendo a manutenção do atual quadro diretivo da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
 
No expediente, o sindicalista informou que os administradores da estatal portuária estão sendo vítimas de uma onda de boataria em flagrante campanha negativa orquestrada de forma sorrateira e vil. Ao melhor estilo conhecido como "rádio peão" a sucessão de informes mentirosos vem causando um certo desconforto administrativo por conta da boataria.
 
Além disso, o intento dos autores por vezes consegue alcançar o objetivo prévia e deliberadamente traçado, proporcionando um clima de total incerteza e insegurança nos principais escalões, com reflexos hierárquicos quase que imediatos em todas as esferas da Docas paulista.   
 
"Todos nós temos conhecimento de que os boatos estão presentes em todas as organizações, pois é parte inerente do relacionamento entre as pessoas que buscam novas formas de transmitir suas mensagens, que podem ser positivas ou negativas", disse o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos.
 
A preocupação do dirigente tem nome e endereço certo: a dança das cadeiras na diretoria da Autoridade Portuária. "Ainda que as mudanças façam parte de um processo sucessório natural nas companhias públicas, e com a Codesp não é diferente, seguramente este não é o momento para a troca de comando na empresa".
 
Na opinião do sindicalista, a descontinuidade administrativa poderá trazer sérias consequências para a Codesp, inviabilizando todo um trabalho que vem sendo realizado com seriedade pelos atuais gestores, a despeito de algumas posições contrárias das lideranças sindicais.
 
Nesse sentido, o presidente do Sindaport entende que os interesses da Codesp devem se sobrepor a toda e qualquer divergência que coloque sindicalistas e colaboradores de um lado e gestores de outro. "O debate faz parte da democracia e é sempre o melhor caminho diante das opiniões contrárias, mas quando a empresa é colocada numa clara situação de insegurança temos que remar juntos".   
 
A dragagem também foi abordada no ofício pelo líder sindical. "É um assunto que merece uma análise mais profunda considerando que o serviço é muito mais complexo do que o aprofundamento dos canais", alertou Cirino. Por entender que o atual modelo apresenta uma série de entraves, empresários do setor pressionaram o Governo para que a dragagem dos portos estatais seja transferida para a iniciativa privada. Uma licitação pública está em andamento.
 
A polêmica dos arrendamentos e das prorrogações dos contratos já existentes, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), órgão fiscalizador das ações do próprio Governo Federal, e que pediu vistas do processo na última semana, não foram esquecidos no expediente.
 
Da mesma forma a empresa de consultoria Deloitte, contratada para a elaborar estudos que visam a reestruturação organizacional da Codesp, adequando-a à Lei 12.815/13. O PL 4330/04, que trata da terceirização, além da campanha salarial de 2015 foram outros temas destacados. "De maneira sucinta, porém objetiva, elencamos os principais pontos nevrálgicos que afetam a companhia e contamos com a compreensão e colaboração do ministro", concluiu Cirino.