Fonte: Valor Econômico
Dois indicadores de emprego da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram uma piora do mercado de trabalho em março e perspectiva de deterioração ainda maior nos próximos meses.
No mês passado, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 6,9% sobre fevereiro e chegou 83,4 pontos, mantendo a trajetória de alta iniciada em meados de 2014.
Em nota, Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador do Ibre/FGV, atribui a piora ao aumento das demissões no setor de serviços. Como o segmento é mais intensivo em mão de obra do que a indústria, por exemplo, é natural que as famílias sintam que existe um agravamento da situação ruim que se desenhava para o emprego.
O ICD é construído a partir de dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação atual do mercado de trabalho. Desse modo, o indicador capta puramente a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho.
IAEmp
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), por sua vez, recuou 8,6% em relação ao mês anterior e somou 64,9 pontos, nível similar ao do período imediatamente posterior ao da crise de 2008. O resultado, ainda segundo o estudo, reforça as perspectivas de desaquecimento ainda maior do mercado de trabalho nos próximos meses.
O IAEmp é construído pela combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor.