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21/01/2015 - 04h47

Pacote de maldades vai mexer na sua vida


Fonte: Expresso Popular / Bruno Rios



O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou ontem (19) um pacote de maldades que vai mexer no bolso de milhões de brasileiros. Numa tacada só, ele oficializou a cobrança de R$ 0,22 por litro da gasolina em impostos, dobrou os tributos em operações de crédito, aumentou a taxação sobre importações e alterou as regras dos impostos sobre o setor de cosméticos.
 
As alterações nos valores dos combustíveis entrarão em vigor no próximo dia 1º e atingirão também o óleo diesel, que terá a cobrança uma alíquota nova de R$ 0,15 por litro. A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou que a paulada não atingirá o etanol.
 
O pior é que não há para onde correr. A Petrobras confirmou que repassará aos consumidores o aumento de impostos sobre a gasolina e o diesel. Ou seja, abastecer o carro ou o caminhão será uma dureza daqui pra frente.
 
Quem tem dívida no cheque especial ou adora se enrolar no cartão de crédito, então, precisa controlar o impulso ou ficará no vermelho. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado nestas operações dobrará, indo de 1,5% pra 3%.
 
“Isso terá efeito nos bolsos de todos nós. Quem dever aos bancos terá de pagar mais e este é apenas o 1º pacote. Outros virão pela frente para corrigir a rota da economia brasileira”, alerta o economista, professor da USP e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enriquez Garcia.
 
Estratégia
 
Segundo Joaquim Levy, o objetivo é aumentar a confiança na economia nacional e ajudar o Brasil a voltar a trilhar o caminho do crescimento, que anda bem fraquinho de uns tempos para cá. “O efeito é aumentar a confiança e a disposição das pessoas em investir, tomarem riscos, de o empresário começar a pensar em novas coisas. Isso refletirá nos indicadores financeiros”.
 
O duro é saber a que preço virá a melhora nos indicadores financeiros. O economista, professor da UniSantos e pesquisador do Nese/Unisanta, José Pascoal Vaz, critica a postura do ministro da Fazenda.
 
“Era preciso uma correção de rota? Sim. Mas não desse jeito. O País não está quebrado. A cabeça dessa equipe do Ministério da Fazenda é de banqueiro. Aumentam os impostos que o povão paga, enquanto as grandes fortunas não são taxadas. Temo uma profunda recessão com anúncios como esses”.
 
O melhor é segurar a grana
 
Os economistas são unânimes: ao povo, resta apenas segurar o dinheiro e evitar entrar em financiamentos de longo prazo. “Com os juros altos e as medidas de hoje (ontem), acumular dívidas e assumir novas prestações para pagar é um risco. O desemprego pode aumentar e uma poupança é sempre necessária para enfrentar isso”, diz o economista, professor da UniSantos e pesquisador do Nese/Unisanta, José Pascoal Vaz. “Já tivemos aumentos de tarifas de ônibus, agora da gasolina. Gastar não é prudente neste momento”, garante o economista, professor da USP e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enriquez Garcia.