Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio
Aposentados e pensionistas da Baixada Santista se reúnem na próxima segunda-feira, 12, para discutir os rumos da mobilização da categoria diante das ações adotadas pelo Governo Federal. O encontro acontecerá às 10h na sede do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport).
A reunião terá como pauta a mobilização da categoria que, insatisfeita com as alterações promovidas pela MP 664/2014, articula uma grande manifestação para o dia 23, véspera do Dia dos Aposentados. O ato de repúdio será realizado na Praça Mauá, no Centro de Santos.
"Esperamos reunir milhares de companheiros que dedicaram toda uma vida através de trabalho honesto e sacrificado, mas que infelizmente continuam não recebendo o devido reconhecimento e a atenção dos governantes", disse o presidente do sindicato anfitrião, Everandy Cirino dos Santos.
Além das várias lideranças de entidades representativas de aposentados e pensionistas da região, são aguardadas as presenças de diversos dirigentes sindicais. "A questão envolve trabalhadores de todos os segmentos da economia", disse o sindicalista majoritário dos empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Afora a manifestação pública em desagravo à MP, os aposentados e pensionistas reivindicarão a reposição salarial e o fim do Fator Previdenciário. A definição de um calendário para que a data-base da categoria seja definida também está na pauta do encontro.
Em alusão às palavras da presidente Dilma Rousseff, que durante a campanha para sua reeleição afirmou que não "mexeria nos direitos dos trabalhadores", utilizando, inclusive, a expressão “nem que a vaca tussa”, Cirino e os líderes dos aposentados levarão uma vaca para a Praça Mauá para simbolizar ironicamente a manifestação da mandatária.
Segundo o presidente do Sindaport, as palavras de Dilma contrariam o disposto na MP 664/2014. "Basta ver que o seguro desemprego, o auxilio doença e a pensão por morte sofreram significativas alterações que trouxeram sérios prejuízos para a classe trabalhadora, com destaque para a inativa, ao contrário do que foi dito durante a campanha".