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05/11/2014 - 00h29

Diretoria da Codesp e o transtorno bipolar


Fonte: A Diretoria



Se a gestão da atual Diretoria da CODESP fosse analisada do ponto de vista da psiquiatria, talvez fosse diagnosticada como sofrendo de transtorno bipolar.
 
No momento de euforia, o tudo pode e só festa. Dai temos os contratos para dragagem, os intermináveis aditivos aos contratos já assinados, a terceirização. Na fase “depre” da tristeza sobra para os empregados. Não para o PLR, corte total das horas extras, suspende promoções, tira pessoas dos cargos de confiança.
 
Mas, nessa matéria, vamos falar apenas sobre TERCEIRIZAÇÃO que voltou com tudo.
 
Agora em outubro, segundo informações da própria pagina da Empresa na internet, a CODESP tem 1.507 empregados diretos, para 1.032 terceirizados, ou seja, 68,48% de terceirização em relação ao quadro de empregados. Para cada 3 empregados diretos a CODESP tem 2 terceirizados.
 
E não faz muito tempo, depois de muita luta do SINDAPORT contra a terceirização e seguindo determinações de órgãos superiores de controle como TCU, AGU, etc., a CODESP se viu obrigada a não renovar os contratos que venciam em que envolviam mão de obra em atividades fins da empresa.
 
Mas ao que tudo indica a CODESP achou o chamado “jeitinho brasileiro” para atacar com tudo nas terceirizações. É feito um contrato de serviços, que não envolve atividade fim da empresa, seguindo todos os ritos dentro da aparente legalidade. De repente, no meio do caminho, é feito um aditivo ao contrato original assinado.
 
É nesse momento, que a CODESP “pede” para a empresa contratada absorver 3 ou 4 funcionários que vão exercer atividades fins da CODESP na área administrativa.
 
Temos que ressaltar que, não somos inimigos desses empregados terceirizados, que também são vítimas do sistema, e sim, somos contra o modelo de terceirização que a CODESP pratica para as atividades fins da empresa.
 
A terceirização nas atividades fins mascara a necessidade de contratação de novos empregados através de concurso publico. A terceirização de atividades fins dentro da própria empresa cria distorções nas comparações de gastos com pessoal próprio e terceirizados.
 
A terceirização sem controle avilta nossa mão de obra própria, com terceirizados recebendo salários muito abaixo dos empregados CODESP, e sem as mesmas conquistas trabalhistas que temos. A verdade é uma só e bem conhecida quando falamos de terceirização. A Empresa tenta reduzir custos em cima da sua mão de obra. E no caso da CODESP, claro que alguns “apadrinhamentos políticos” acabam acontecendo.
 
A Diretoria do SINDAPORT está enviando oficio para o MPT, informando o modelo e quantidade de terceirizados dentro da CODESP, solicitando uma análise e as providências que se fizerem necessárias.