A proposta foi apresentada pelo representante dos trabalhadores do Porto de Santos, avulsos e empregados da Codesp, João de Andrade Marques. Além de conselheiro o dirigente portuário é vice-presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport).
Prevendo a idade mínima de 55 anos para a adesão ao plano, o projeto inicial de demissão espontânea foi anunciado pela direção da Codesp no encontro anterior (Reunião 471ª) realizado no último dia 25 de agosto. Na ocasião, o sindicalista se manifestou favorável à diminuição da idade dos funcionários que porventura venham a aderir ao PIDV, caso a medida seja implementada pelo Governo.
João de Andrade também reivindicou o aumento dos valores indenizatórios bem como a extensão da medida aos colaboradores não aposentados. "Além dos portuários que se encontram nessa situação, entendemos que a oferta também deva abranger os trabalhadores que não reúnem condições próximas de obter o benefício da aposentadoria".
Nesse sentido, após análise e deferimento da Codesp o PIDV foi reapresentado pelo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luís Cláudio Santana Montenegro, no encontro da última segunda-feira. A Autoridade Portuária conta com cerca de 1.400 empregados.
O resultado foi bastante comemorado pelo conselheiro sindicalista. "Se o Governo Federal está mesmo decidido em implementar o desligamento voluntário nos portos, à exemplo do que já vem fazendo nas empresas estatais de outros segmentos, então que ele seja mais vantajoso para os companheiros da Codesp", afirmou João Andrade.
Por deliberação do Consad, o
projeto do PIDV contendo as simulações de metas e indicadores segue para Brasília onde será analisado pelos técnicos e autoridades da Secretaria de Portos (SEP) e do Departamento Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).