Fonte: Mercado Aberto / Folha de S. Paulo
A metade das multinacionais ouvidas para uma pesquisa disse não ter nenhum plano para lidar com epidemias que possam ocorrer em suas regiões de atuação, segundo a ECA International.
Embora o estudo não tenha sido feito de forma específica sobre o surto de ebola na África, o resultado mostrou que nem todas as empresas estão preparadas para agir em situações semelhantes, de acordo com a consultoria.
No grupo das que informaram possuir estratégias previamente definidas, a maioria (83%) relatou ter condições de fornecer um ambiente seguro de trabalho aos seus profissionais.

Quase oito em cada dez (78%) informaram que possuem um planejamento para dar continuidade aos negócios nos casos em que os funcionários não possam viajar.
Entre as empresas pesquisadas com equipes na África Ocidental, 74% disseram que monitoravam o surto de ebola –20% haviam restringido o movimento na região, ainda segundo a consultoria.
Brasileiros
Procuradas pela coluna, empresas que atuam em países atingidos pela doença e que mantêm funcionários brasileiros nas localidades não forneceram detalhes sobre os seus planos de ação.
A construtora OAS tem projetos na Guiné. Dos cerca de 50 brasileiros que vivem no local, a maioria é de funcionários da empreiteira, além de missionários.
Na Libéria, há brasileiros na área de mineração da companhia global ArcelorMittal.
Não há informação de cidadãos do Brasil em empresas sediadas em Serra Leoa.
Fora da área atingida pelo ebola, a Odebrecht, que tem projetos em países como Gana, Angola e Moçambique, informou que acompanha a situação de forma preventiva por meio das autoridades.