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29/09/2026 - 10h48

Em carta aos presidenciáveis, associação portuária alerta para perdas de US$ 150 bi em exportações


Fonte: Folha de S. Paulo
 
• ATP faz pedidos em infraestrutura, regulação, segurança jurídica e competitividade ao próximo governo
 
• Entidade reúne 41 empresas e 78 terminais privados responsáveis por 60% das cargas portuárias
 
A ATP (Associação de Terminais Portuários Privados) divulga nesta segunda-feira (28) à tarde uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República com propostas para o próximo governo. O documento pede prioridade à infraestrutura, regulação, segurança jurídica e competitividade.
 
Segundo a entidade, a restrição à capacidade dos terminais privados poderia custar ao país cerca de US$ 150 bilhões em exportações.
 
A ATP reúne 41 empresas e 78 terminais privados, que respondem por cerca de 60% da movimentação de cargas nos portos brasileiros e por mais de 74 mil empregos diretos e indiretos. Os TUPs (Terminais de Uso Privado) atendem os setores de agronegócio, mineração, petróleo e gás, siderurgia, contêineres e carga geral.
 
A carta propõe dragagens regulares de manutenção em canais de acesso e hidrovias, uma reivindicação atual do setor, especialmente com os efeitos esperados do El Niño. Pede também ampliação dos acessos rodoviários e ferroviários aos complexos portuários, a conservação das estradas usadas pelos terminais e melhorias em corredores logísticos que operam próximos ou acima da capacidade.
 
Na área regulatória, a carta defende maior coordenação entre os órgãos públicos do setor, para reduzir procedimentos duplicados e exigências contraditórias. Propõe a realização de Análises de Impacto Regulatório antes da criação ou alteração de obrigações com efeitos relevantes sobre as operações e os investimentos.
 
Outro ponto é que as avaliações concorrenciais considerem as diferenças entre os regimes de exploração dos portos, já que os TUP são implantados e operados com recursos privados, por conta e risco dos investidores.
 
Para reduzir o custo Brasil, a carta sugere mais transparência e previsibilidade na formação de preços e a ampliação da formação de profissionais portuários e aquaviários.