Fonte: A Tribuna On-line
A obra bilionária vai ampliar em cerca de 25% a capacidade do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e facilitar acesso ao Porto de Santos
A licença prévia ambiental que atesta a viabilidade do projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes deve ser emitida nos próximos dias. A informação foi dada pelo diretor de Concessões do Grupo Ecorodovias, Rui Klein, nesta quinta-feira (26), durante o 1º Encontro Porto & Mar 2026, no Grupo Tribuna. A concessionária é responsável pelo projeto.
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou na quarta-feira (25) o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) sobre a nova pista. Assim, a Cetesb pode gerar o documento.
“É uma grande conquista, importante dentro dessa fase de concepção da terceira pista da Imigrantes. A licença prévia é o balizador principal, porque é dali que nascem as condicionantes, todas as peculiaridades que a obra precisa respeitar. É um primeiro grande passo para materializar o investimento”, disse Klein para A Tribuna.
Segundo ele, agora será necessária a licença de instalação para iniciar a obra. “O Governo do Estado ainda está definindo prazos, mas trabalha com um horizonte de obra de quatro a cinco anos a partir do final desse ano ou início do ano que vem”, explicou o diretor do Grupo Ecorodovias.
Com 21,6 quilômetros de extensão, a nova ligação entre Planalto e Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do País. Estima-se que 81% do trajeto serão em túneis, solução adotada para reduzir impactos do empreendimento.
Serão cinco túneis, somando cerca de 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar os seis quilômetros, o que o tornaria o maior túnel rodoviário do Brasil. O projeto inclui ainda oito pontes e viadutos.
A nova via vai ligar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao Polo Industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos. A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema com impacto positivo na logística e no escoamento de cargas.
A avaliação técnica da Cetesb destacou o caráter inovador da obra do ponto de vista da engenharia, com alta concentração de túneis, solução que prioriza a preservação das áreas naturais e a redução de interferências ao longo do trajeto, em especial, na Mata Atlântica.
A construção deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a aproximadamente 1,6 mil piscinas olímpicas.
Segurança
Para viabilizar a obra, a Cetesb exigiu da concessionária um plano para destinação do material retirado, além de medidas de controle nas escavações e ações para proteger recursos hídricos e biodiversidade.
Segundo o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o licenciamento é essencial para garantir segurança em uma obra dessa magnitude. “Estamos falando de uma das obras rodoviárias mais desafiadoras do País, em uma área sensível da Serra do Mar”.