Furto de cabos impede acionamento de bombas e contribui para naufrágio
Fonte: BE News
Embarcação histórica acumulou água da chuva no cais do Parque Valongo; Capitania dos Portos abriu inquérito e Porto avalia recuperação do antigo navio de pesquisa
O incidente aconteceu após a embarcação acumular água da chuva. Segundo o Instituto do Mar, organização responsável pelo navio, as bombas de sucção que poderiam retirar a água não puderam ser acionadas por falta de energia elétrica. Cabos do ponto de luz instalado no local, cedido pela Prefeitura de Santos, teriam sido furtados, o que impediu o funcionamento do equipamento.
Sem a retirada da água acumulada, o navio acabou inclinando e ficando parcialmente submerso ao lado do cais. Imagens obtidas pela rede *BE News* mostram o momento em que a embarcação tomba lentamente, enquanto pessoas que passavam pelo local acompanham a cena.
A Capitania dos Portos de São Paulo informou que instaurou um Inquérito Administrativo para apurar as causas e responsabilidades pelo acidente. Equipes da autoridade marítima estiveram no local e constataram que, apesar do incidente, a embarcação não representa risco imediato à navegação no canal do porto.
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, afirmou que a situação está sendo acompanhada e destacou a relevância histórica do navio para a ciência brasileira. “A Autoridade Portuária de Santos está acompanhando de perto a situação do navio Professor Besnard, embarcação histórica para a pesquisa nacional. Foi um dos mais importantes laboratórios científicos flutuantes do Brasil. Realizou mais de 150 expedições de pesquisa marinha”, afirmou.
Segundo Pomini, o casco sofreu avarias após a entrada de água, o que provocou o adernamento da embarcação. “A situação foi rapidamente controlada pela Autoridade Portuária, com total apoio da Capitania dos Portos. Nos próximos dias, o navio será estabilizado por empresa especializada e levado a um estaleiro. Se as condições permitirem, queremos recuperar o navio com apoio das empresas parceiras do Porto de Santos”, disse.
Ele acrescentou que, caso a recuperação completa não seja possível, parte da embarcação poderá ser preservada no próprio Parque Valongo. “Entendemos que preservar nossa história é cuidar do futuro.”
Construído na Noruega em 1966 e projetado no Brasil, o navio recebeu o nome em homenagem ao oceanógrafo da Universidade de São Paulo, Wladimir Besnard. Ao longo de mais de duas décadas de operação, a embarcação realizou mais de 150 expedições científicas e participou de seis missões para a Antártida, tornando-se um dos principais símbolos da pesquisa oceanográfica brasileira.
Navio Professor Besnard aderna e bate em cais do Porto de Santos
Fonte: BE News
Como medida preventiva, equipe técnica da Autoridade Portuária reforçou a amarração da embarcação para impedir que ela se deslocasse em direção ao canal de navegação
A embarcação Professor Besnard, navio de pesquisas oceanográficas e ícone da pesquisa marítima brasileira, adernou no início da noite desta sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo, na Margem Direita do Porto de Santos. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que foi acionada para verificar a situação da embarcação, que está desativada e pertence ao Instituto do Mar. Ela estava atracada há anos no local enquanto aguardava por uma possível restauração.
De acordo com a Diretoria de Operações da APS, equipes de emergência estiveram no local e constataram que o navio não representa risco à navegação no canal do Porto. A embarcação inclinou no sentido da murada do cais, chocou-se com as grades do costado e chegou a danificar parte da estrutura. Não houve feridos, segundo informações iniciais.
Como medida preventiva, a equipe técnica reforçou a amarração do navio para impedir que ele se deslocasse em direção ao canal de navegação. Também foi instalado um cerco de contenção ambiental ao redor da embarcação, embora não haja mais óleo ou resíduos a bordo, já que o navio havia sido previamente esgotado.
A Guarda Portuária de Santos mantém vigilância permanente no local para evitar que pessoas tentem acessar a embarcação e se exponham a riscos. A Capitania dos Portos de São Paulo também foi informada sobre o ocorrido.
Uma fonte, que preferiu não se identificar, informou por áudio que o navio já apresentava sinais de abandono e vinha acumulando água há meses. “O barco estava abandonado, cheio de água. Já faz mais de um ano que se falava da necessidade de tomar providências. Hoje não teve jeito: encheu de água, adernou e quebrou tudo. Agora virou sucata”, afirmou.