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20/01/2026 - 15h12

Temporal paralisa navegação no Porto de Santos por 14 horas


Fonte: G1 Santos
 
Capitania dos Portos define fechamento para garantir a segurança da navegação. Segundo a Praticagem, a rajada máxima dos ventos registrada foi de 100 km/h, enquanto as ondas chegaram a 2,60 metros.
 
A navegação no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foi retomada na madrugada desta terça-feira (20) após ficar 14 horas suspensa por conta do temporal que atingiu a região na segunda-feira (19). Conforme apurado pelo g1, a entrada e saída de navios foi normalizada às 4h30.
 
A forte chuva alagou diversas áreas da Baixada Santista na segunda-feira (19). Segundo a Defesa Civil do Estado, Itanhaém foi a cidade com maior acumulado de chuva, com 176 milímetros em 24h, seguida de Peruíbe com 171 mm.
 
De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o Porto de Santos foi fechado às 14h10 de segunda-feira (19) e reabriu somente às 4h30 desta terça por conta das condições meteorológicas que comprometem a segurança da navegação.
 
Segundo a Praticagem, a rajada máxima dos ventos registrada foi de 100 km/h, enquanto as ondas chegaram a 2,60 metros. O órgão explicou que, apesar dos fenômenos meteorológicos estarem cada vez mais extremos, há sensores que medem altura e período das ondas, altura das marés, direção e intensidades dos ventos.
 
“Com isso, temos dados objetivos e concretos para nos prepararmos para esse tipo de emergência, assessorando a Autoridade Marítima no sentido de fechar o porto, liberar paulatinamente a navegação dependendo do calado dos navios e acompanhando em tempo real, proporcionando que as operações retomarem à normalidade com segurança”, explicou.
 
Procurada pelo g1, a Autoridade Portuária de Santos (APS) não se manifestou sobre os reflexos da paralisação da navegação até a publicação desta reportagem.
 
Estragos
 
Uma forte chuva alagou diversas áreas da Baixada Santista na tarde desta segunda-feira (19). Em Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Itanhém houve registros de ocorrências como alagamentos, casas invadidas pela água e quedas de árvores.
 
Segundo a Defesa Civil do Estado, Peruíbe foi a cidade mais afetada, com 171 milímetros acumulados em apenas 12 horas — volume superior ao previsto para 15 dias, de acordo com a média histórica do mês.