Fonte: A Tribuna On-line
Isenção fiscal e terceira pista entre o Planalto e a região foram alguns dos temas lembrados pelos parlamentares
O Porto de Santos e todos os assuntos que o cercam estão definitivamente na pauta dos deputados estaduais. Três dos quatro parlamentares que representam a Baixada Santista na Assembleia Legislativa de São Paulo estiveram na segunda edição do Summit Porto-Indústria, realizada na tarde desta quinta-feira (6) no auditório do Grupo Tribuna, e abordaram diferentes pontos de vista a respeito. A ideia era também aproveitar a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jorge Lima.
"A palavra que ficou aqui clara é competitividade. Levo como lição de casa pra Assembleia Legistlativa a questão de isenção fiscal, por exemplo. Temos que conversar com o governador para que que haja esse incentivo de modo a atrair novas indústrias pra cá. O governador também já tem pautado bastante a questão da mudança de legislação de navios de contêineres pra mudar de 366 pra 400 metros, estendendo para o canal, para o Porto em Cubatão, e os insumos chegando, sendo processados e preparados para exportação. É um grande avanço. Foram várias ideias e acrescentou bastante. Que a gente tenha isso como prioridade porque o Porto é nossa maior riqueza", afirma o deputado Paulo Corrêa Jr. (PSD).
O deputado Caio França (PSB) chamou a atenção para os problemas vividos por quem depende da Rodovia dos Imigrantes e defendeu a construção da terceira pista. "É um problema caótico. Os carros competem com os caminhões. O processo para que uma nova ligação seja feita tem que começar já, com os investimentos e licenciamentos ambientais a serem obtidos", afirma o parlamentar, pedindo também para que as verbas do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias) possam ser usados não apenas em infraestrutura, mas também em eventos.
Já a deputada Solange Freitas (União) também defende esta nova ligação entre o Planalto e a Baixada Santista, desde que, enquanto isso, seja aperfeiçoado o que já existe, sempre de olho nas pessoas.
"Temos que avançar as conversas para que o projeto aconteça e, quanto sair do papel, vai demorar muitos anos, mais de 10. Por essa razão, precisamos melhorar o que a gente tem. Houve um acidente grave na Via Anchieta, em que duas pessoas pessoas morreram esmagadas por duas carretas. A rodovia é um ponto importante de escoamento de cargas. O que foi feito para evitar outras tragédias? Já tinha que ser feito no dia seguinte. O Sistema Anchieta-Imigrantes impacta nossa vida. Estamos correndo para melhorar isso, mas todos nós temos que estar envolvidos, vendo os pequenos detalhes para que as coisas aconteçam", analisa.