Fonte: G1
Maior parte das contratações previstas é de professores, pelo Executivo. Consultorias de orçamento da Câmara e do Senado estimaram custo de mais de R$ 2 bilhões em 2021.
A
proposta de orçamento federal, enviada pelo governo ao Congresso no fim de agosto, prevê a contratação de 51.021 servidores pelos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em 2021.
Somente no Poder Executivo, segundo dados oficiais, a proposta do governo prevê a contratação de 48,1 mil servidores no ano que vem, sendo:
• 33,8 mil para o banco de professores do Ministério da Educação;
• 1,1 mil militares (egressos das academias militares);
• mil policiais e bombeiros, pelo governo do Distrito Federal.
Além disso, também há 12,2 mil "cargos vagos", ou seja, funções e gratificações, que podem ser de preenchimento exclusivo de funcionários públicos ou cargos de comissão de livre provimento (como DAS, por exemplo).
A autorização para novas contratações acontece apesar da Lei complementar 173, que veda reajustes e concursos públicos até o fim do ano que vem. Segundo o Ministério da Economia, "todas as normas serão cumpridas".
O governo informou que a lei complementar impediu contratações "exceto para as reposições de vacâncias em cargos de chefia, de direção e de assessoramento que não acarretem aumento de despesa; reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios".
Parecer de junho da Advocacia Geral da União (AGU) diz, ainda, que as restrições da lei complementar 173 "tem por marco temporal inicial a data de início de vigência" da lei, ou seja, 28 de maio deste ano. Com isso, foi autorizado o preenchimento cargos que estavam "vagos" antes da edição da nova regra.
Despesa
De acordo com o Ministério da Economia, o impacto orçamentário autorizado é de R$ 2.907 bilhões em 2021, e, em 2022, "não pode ultrapassar R$ 5,377 bilhões".
Para tentar abrir espaço no orçamento e garantir mais recursos para investimentos, o governo quer aprovar a PEC da emergência fiscal. Entre as medidas previstas por ela estão "gatilhos" que podem ser acionados pelo governo para impedir o aumento de despesas obrigatórias, como salário de servidores.
“É impossível abrir o próximo ano ou aprovar um Orçamento para o próximo ano antes de aprovar a PEC emergencial, a PEC da regulamentação do teto. É impossível. Do meu ponto de vista, é impossível você ter o Orçamento aprovado para 2021 este ano se a emenda constitucional não estiver aprovada. Do meu ponto de vista, é um risco muito grande para o governo", disse Maia, na ocasião.