Fonte: Poder 360
A Seinfra Porto/Ferrovia ( Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Portuária e Ferroviária) do
TCU (Tribunal de Contas da União) produziu 1 relatório em 28 de maio sobre o uso e limitações dos portos organizados em comparação com os TUPs (Terminais de Uso Privado). Eis a
íntegra da auditoria operacional.
Os portos públicos apresentam ociosidade de 56% de acordo com o estudo do Tribunal. E os TUPs (Terminal de Uso Privado) representam 67% de toda a carga movimentada nos portos brasileiros em 2018.
“O processo licitatório para arrendamento portuário é complexo, rígido e moroso, incompatível com a agilidade necessária para a otimização do espaço público”, consta no documento.
Chegou-se a conclusão que o modelo de contrato de arrendamento dos portos não é flexível ao dinamismo dos fluxos de comércio e geram consequências negativas durante e após a execução contratual.
“As conclusões do relatório vão ao encontro das diretrizes de políticas públicas do Ministério da Infraestrutura, que buscam atrair competitividade para os portos públicos por meio do fomento à modernização, à ampliação de investimentos e ao melhor uso e ocupação das áreas inseridas nas poligonais dos portos organizados”, disse o Ministério da Infraestrutura. Os poligonais são os espaços geográficos que delimitam geograficamente o poder de administrar aquele terminal.
De acordo com a pasta, desde o início de 2019 foram 13 terminais arrendados. Atualmente, 15 novas áreas estão em estudo. Eis a
íntegra do posicionamento do Ministério da Infraestrutura.
A
Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) é o órgão responsável por operacionalizar as licitações e editais dos portos. Segundo a agência, atualmente há mais de 190 Terminais de Uso Privado contratados, enquanto são cerca de 35 portos públicos.
A maioria desses portos públicos estão arrendados aos privados e isso limita o aproveitamento e desenvolvimento dos terminais pertencentes ao governo.
“A discussão deve se dar na questão da gestão administrativa desses portos públicos, nas atribuições e nos trabalhos desenvolvidos por seus conselhos administrativo e fiscal. Gestão de metas, de resultados, melhoria na infraestrutura e, consequentemente, na eficiência da operação portuária”, disse em nota. Eis a
íntegra do posicionamento da Antaq.
Para a
ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), há diversas amarras que impedem o desenvolvimento econômico dos portos arrendados. Há dificuldade de diversificar o negócio por causa das normas rígidas que devem ser cumpridas no edital de concessão.
“Toda vez que é preciso fazer um investimento (ampliação de armazéns, modernização de equipamentos etc) tem que pedir autorização ao Governo. Isso exige a elaboração de 1 complexo estudo de análise econômica e financeira que leva no mínimo 1 ano e meio para ser aprovado. Essa demora faz com que o terminal perca o negócio por não poder investir de imediato”, falou o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva. Eis a
íntegra do posicionamento da associação.
PORTO DE SANTOS
O porto mais movimentado da América Latina é considerado público, tem mais de 48 arrendatários que alugam essas áreas dentro da poligonal.
A autoridade portuária que administra o Porto de Santos é a
SPA (Santos Port Authority). Segundo ela, o complexo registra atualmente 17,5% de ociosidade.
“No intervalo de 2 anos – de 2019 a 2021 – o Porto de Santos terá licitado ao menos 6 novas áreas para arrendamentos de longo prazo, além de 3 novos arrendamentos transitórios, totalizando 9 contratos para exploração de áreas”, afirmou a SPA. Eis a
íntegra do posicionamento da Santos Port Authority.
Até o ano de 2040 a capacidade de operação do Porto de Santos será de 240 milhões de toneladas. Em 2019 o porto movimentou 134 milhões de toneladas.
Está previsto para agosto o leilão de duas áreas para terminais de carga geral, preferencialmente celulose (STS14 e STS14A).
E outras duas áreas (STS08 e STS08A) para movimentar granel líquido (combustíveis). Os 4 leilões já anunciados somarão aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos.