Fonte: Folha de S. Paulo
Alternativa ao carregamento rodoviário é liderada pela Rumo, que atende a 54% do setor
O volume de
contêineres transportados por ferrovias cresceu 15% em 2018. O movimento pode ter sido influenciado pela tabela do frete, segundo Fernando Paes, diretor-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).
O número voltou a subir no ano passado após dois recuos seguidos devido à crise. Antes, cresceu entre 2012 e 2015.
O transporte de minérios e grãos responde por cerca de 90% da demanda atual das ferrovias, mas grupos como MRS e Rumo têm dado atenção crescente às cargas em contêineres, segundo ele.
O uso do modal para importação e exportação, mais tradicional, tem sido complementado pela demanda crescente de transporte interno.
“Projetamos aumento de 30% no total de contêineres carregados neste ano”, diz Marcelo Saraiva, diretor comercial e de operações da Brado, marca da Rumo voltada a esse tipo de transporte.
Dos 492,1 mil TEUs (medida-padrão de um contêiner de 20 pés) carregados em 2018 no país, a Brado foi responsável por 268 mil.
A marca transporta 61 tipos de produtos, de farinha a eletrônicos, de carne a cerveja. São atendidas hoje cerca de 160 empresas.
“A paralisação dos caminhoneiros abriu a cabeça dos usuários, mas a alta só foi possível devido aos investimentos que fizemos em infraestrutura desde 2017. Uma viagem de Rondonópolis (MT) a Santos (SP), por exemplo, durava 15 dias e hoje é feita em quatro dias e meio.”
A rota mais demandada para transporte doméstico de mercadorias é entre Campinas e Rondonópolis, diz ele.
O transporte interno é complementado por transportadoras, que fazem percursos de até 300 quilômetros no entorno da malha ferroviária da empresa para fazer cargas e descargas.