Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio
O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, encaminhou
ofício, na última quinta-feira (14), ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, requerendo o agendamento de audiência para discutir a situação do Portus - Instituto de Seguridade Social, entidade que administra o fundo de pensão dos trabalhadores portuários.
Além de destacar a importância e urgência do encontro solicitado, no expediente Guterra salientou ao ministro que todos os procedimentos objetivando o reconhecimento das dívidas, por parte das empresas patrocinadoras do Portus, já foram devidamente realizados.
Pontuou, ainda, que o pedido de instauração dos procedimentos de conciliação e arbitragem da administração federal foi encaminhado, em meados do ano passado, pelo ex-ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casemiro Silveira, à então ministra chefe da Advocacia-Geral da União, do Governo Temer, Grace Maria Fernandes Mendonça.
A aproximação do fim do prazo previamente estimado para que a entidade consiga honrar suas obrigações também foi ressaltada por Guterra. "Outro fato que entendemos ser também importantíssimo é a notícia de que os recursos financeiros do Portus, para custar os pagamentos dos benefícios aos assistidos, estão se esgotando, com previsão otimista de que será possível honrar tais compromissos até o final de junho deste ano de 2019, o que tem deixado às famílias portuárias que sobrevivem desse dinheiro bastante preocupadas."
Para o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a preocupação dos participantes aumenta a cada dia que passa. "A caótica situação do Portus já foi levada ao conhecimento do Governo no final de janeiro deste ano em reunião realizada entre os representantes das federações e o ministro da Infraestrutura, todavia, infelizmente, o tempo está passando e até o momento não tivemos nenhuma resposta do Planalto."
Na avaliação do dirigente sindical, as ações para o saneamento do Portus devem ser intensificadas. "Estamos atuando em várias frentes, sobretudo porque o prazo está se exaurindo e por isso temos que buscar o mais rápido possível uma solução para esse impasse que já se arrasta há praticamente 8 anos, gerando angústia e incertezas para as famílias que dependem do instituto", afirmou Cirino.