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28/11/2018 - 01h31

Porteira aberta


Fonte: Sindaport / A Diretoria


 
Sempre criticamos a direção da Codesp por contratar gente de fora para ocupar cargos de confiança na empresa. A cada novo presidente, cargos são loteados e, em muitos casos, ocupados por pessoas que desconhecem por completo o funcionamento do setor portuário, que não possuem nenhuma experiência em suas funções.
 
Aliás, esse é um assunto que sempre rendeu muito pano pra manga nos corredores da estatal portuária. Tanto que já acionamos o Ministério Público e levamos o assunto ao conhecimento da imprensa. Abrimos um inquérito civil, em 2015, e denunciamos irregularidades na contratação de pessoas para cargos comissionados. A denúncia rendeu a elaboração de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta.
 
No entanto, agora, estamos diante de uma verdadeira sinuca de bico. Empregados de carreira, altamente capacitados, estão sendo convidados para cargos de confiança. Enfim, após tanto tempo, nossas reivindicações começam a ser atendidas.
 
Entretanto, para nossa surpresa, esses empregados que estão sendo convidados não estão aceitando as propostas do presidente do Luiz Fernando Garcia.
 
O que apuramos é que esses empregados temem que o novo presidente permaneça apenas dois meses no comando da Companhia. E que no ano que vem, com novos ministros, novos pensamentos à frente do Governo Federal, a direção da empresa sofra nova mudança. Assim seria muito transtorno pra nada.
 
Até concordamos com a alegação desses funcionários, porém, acreditamos que Luiz Fernando permaneça na presidência da Companhia por mais tempo. O enxugamento de ministérios, a redução de cargos, a nomeação de novas pessoas, a transição do Governo Federal, tudo isso leva tempo. Por isso, entendemos que a mudança na direção da Companhia não será tão imediata como parece.
 
Por outro lado, há funcionários que, mesmo sem cargo, estão se colocando à disposição do novo presidente.
 
Nada contra quem está dizendo não para os novos cargos, porém, temos que ficar atentos porque isso pode ser um tiro em nosso próprio pé. Se lutamos sempre pela ocupação de cargos de confiança dentro do quadro da empresa e agora esses mesmos empregados estão dizendo não, a porta fica aberta para os forasteiros, gafanhotos e demais pessoas de fora, ou seja, amanhã não poderemos reclamar. A porteira está aberta.