Fonte: G1 Santos
Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões, três blindados e dois helicópteros. Ordem do Governo Federal é normalizar as operações no cais.

O comando das Forças Armadas deslocou, neste domingo (27), o Navio Doca Multipropósito Bahia (G40), com 260 fuzileiros navais, para manter a segurança e garantir as operações no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O
complexo portuário é alvo de protestos de caminhoneiros, que estão em greve há uma semana.
O Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros. Uma das aeronaves foi vista durante a manhã de domingo sobrevoando o complexo portuário para, segundo o Comando do Exército, fazer o reconhecimento de eventuais pontos de protesto no cais.
Ainda durante a manhã, o general Alexandre de Almeida Porto, comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, que coordena as operações das Forças Armadas no litoral paulista, participou de uma videoconferência com o comando em São Paulo e em Brasília. O objetivo foi traçar estratégias para as ações no cais.
O G1 apurou que o Governo Federal também foi informado neste domingo que os caminhoneiros não realizam
bloqueios efetivos nos acessos terrestres ao Porto de Santos, o que impediria a passagem de veículos. Entretanto, mantêm pontos de aglomeração e acampamentos nas duas margens, desde o início da paralisação.
O reforço de tropas militares no complexo acontece, ainda segundo o comando do Exército em São Paulo, para manter o "pleno funcionamento das operações" no cais. O deslocamento também ocorre para fazer a segurança da área do Porto Organizado e, portanto, os fuzileiros não deverão seguir para as estradas da região.
O Bahia atracou no Porto de Santos às 14h, conforme previsto inicialmente. No início tarde, militares do Exército também circularam armados pelas vias do porto utilizando motos. Não houve qualquer tipo de intervenção ou ação para retirar os caminhoneiros que protestam pacificante e esão instalados às margens das pistas.
Refinaria
Equipes do 2º Batalhão de Infantaria Leve, localizado em São Vicente, receberam a missão do Comando em Brasília para permanecerem nas portarias da RPBC e da Bacub. Por volta das 15h, eles foram flagrados por funcionários da empresa. O objetivo, é permitir que ocorra o "funcionamento normal das instalações e a distribuição de caminhões com combustíveis".

Paralisação
O Porto de Santos não registra movimentação de caminhões nas duas margens desde segunda-feira (21), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária. O modal rodoviário representa 70% das operações, que foram diretamente impactadas com a paralisação da categoria.