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08/03/2018 - 01h55

TRT propõe 4,89% de aumento aos portuários da Codesp


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

 
O desembargador Calos Roberto Husek propôs durante audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira, que a Codesp reajuste os salários dos empregados pelo INPC/IBGE em 3,34% acrescido de 1,5% a título de produtividade totalizando 4,89%. E que a Companhia também pague as horas que os empregados ficaram parados, na ultima segunda-feira, sem que seja preciso fazer a compensação. 
 
A audiência de conciliação ocorreu após a greve de 24 horas promovida na ultima segunda-feira. Os trabalhadores da estatal do Porto de Santos decidiram paralisar as atividades no Porto de Santos por causa da falta de negociação com a Codesp referente ao reajuste salarial de 2017.
 
O secretário geral do SINDAPORT, Valdir Pfeifer da Silva Jr, o vice-presidente do Sintraport, Robson Gama dos Santos e o advogado das duas entidades, Eraldo Aurélio Rodrigues Franzese participaram da audiência na Capital.
 
Os dois sindicatos aceitaram a proposta conciliatória, porém, a Codesp, representada por Carlos Alberto da Silva e pelo advogado Aldo dos Santos Ribeiro Cunha, informou que precisava de autorização da diretoria executiva da empresa. 
 
Por essa razão, o desembargador determinou uma nova audiência para 10 de abril, às 15 horas. 
 
Campanha Salarial 2017
 
A data base da categoria é 1º de junho. No ano passado, durante a Campanha Salarial, o SINDAPORT aceitou a proposta da empresa em prorrogar o antigo acordo coletivo por 90 dias. Em setembro, o acordo coletivo 2017 foi finalmente assinado, mas uma cláusula especificava que após 90 dias as partes, Sindicatos e Empresa, negociariam o índice devido de reajuste salarial.
 
O tempo passou e após pressão dos sindicatos, a Codesp admitiu ao Governo Federal que possuía viabilidade econômica para pagar o reajuste de 3,59%. Um documento chegou a ser elaborado e mandado a Brasília, mas infelizmente, o aumento aos portuários não foi autorizado. 
 
Diante dessa situação, a categoria aprovou a realização de greve por 24 horas e a instauração de dissídio coletivo no TRT.