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06/03/2018 - 07h29

Greve leva TRT-2 a agendar audiência de conciliação


Fonte: Sindaport / A Diretoria e Jornal Tribuna 1ª Edição

 
Sindicatos e trabalhadores tentaram evitar a greve desta segunda-feira (5), que paralisou as atividades da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos. O acordo trabalhista anterior foi prorrogado por 90 dias e o novo Acordo Coletivo de Trabalho assinado previa mais 90 dias de negociações para termos o nosso devido e justo índice de reposição salarial.
 
Sem avanços nas negociações para obter índice de reajuste, muito mais por culpa do Governo Federal, que determinou índice ZERO de reajuste salarial para os empregados das Cias Docas públicas de todo o Brasil, a única alternativa possível de luta foi a decretação da GREVE DE 24 HORAS.
 
Desta forma vale destacar que a greve no Porto de Santos iniciada à zero hora desta segunda-feira foi coroada de absoluto sucesso em razão da união, força, determinação, consciência, espírito de mobilização e extrema responsabilidade demonstrada por parte dos trabalhadores.
 
Tamanho respeito pelos usuários e demais agentes envolvidos com a atividade portuária ficaram evidentes ao longo do dia em face dos serviços essenciais e emergenciais, que mereceram a devida atenção dos trabalhadores e foram realizados sem nenhuma descontinuidade, tais como o pleno atendimento a um navio de passageiros, conforme previamente programado, sem prejuízos das operações de desembarque e embarque dos turistas. A geração de energia elétrica oriunda da Usina de Itatinga para o complexo portuário santista também não sofreu interrupção, o que demonstra o grau de comprometimento e a seriedade da categoria diante do impasse. 
 
E apesar das pontuais e necessárias exceções, o êxito foi quase absoluto em face da adesão satisfatória dos trabalhadores portuários ao movimento paredista que atraiu a atenção da mídia nacional. Pouquíssimos navios tiveram movimentação no Porto de Santos nesta segunda-feira, muito graças à conscientização, compreensão e colaboração na importante participação na greve do pessoal lotado na Diretoria de Operações (Dirop), mais precisamente nos setores da Atracação, Programação e Amarração de Navios.
 
A greve teve a fundamental e quase total adesão do pessoal das Ufo’s nas atividades de Fiscalização. Também muito conscientes em aderir ao movimento, os sempre combativos e corajosos companheiros da Guarda Portuária que, apenas como exemplo, já no início do turno de labor teve em uma de suas equipes com escala para 50 guardas portuários a inestimável participação na greve de 37 companheiros.
 
Ao exposto, resta-nos parabenizar os colegas de trabalho que fizeram o que a categoria debateu e deliberou em assembleia, que foi a GREVE DE 24 HORAS. Importante antecipar que os primeiros resultados positivos decorrentes da mobilização desta segunda-feira surgiram antes mesmo do fim do dia e do término da greve.
 
Isto porque o Departamento Jurídico do Sindaport, capitaneado pelo competente advogado Eraldo Franzese, acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e obteve o oportuno agendamento de uma audiência de conciliação que acontecerá amanhã (7) às 15h. Nesse sentido, a direção deste Sindaport seguirá para a capital paulista esperando que o TRT/SP não só acolha os argumentos da classe trabalhadora bem como apresente uma proposta de mediação com relação ao índice de reajuste.
 
Por outro lado, pesarosamente, não podemos deixar de registar a desprezível e deprimente postura dos FURÕES DE GREVE que, notadamente fracos e desprovidos de qualquer pudor, se acovardaram escondidos atrás de quem bravamente empunhou a bandeira do interesse coletivo e participou da greve. 
 
Abominável é constatar que esses verdadeiros pusilânimes, os mesmos que vivem à sombra de seus colegas de trabalho, terão direitos e benefícios idênticos aos valorosos doqueiros que aderiram sem medo ao movimento desta segunda-feira. Serão sempre tristes e temerosos os fracalhões.

Assista a reportagem do Jornal Tribuna 1ª Edição