Notícias
05/01/2018 - 04h00

Nova ministra do Trabalho é acusada de receber R$ 200 mil em doações irregulares


Fonte: DCI
 
Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) aceita ocupar a pasta por indicação de Michel Temer, aceitando não disputar cargo eletivo em 2018
 
A nova ministra do Trabalho, deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), confirmada pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira, dia 4, teria recebido R$ 200 mil em doações irregulares sem registro na Justiça Eleitoral durante sua campanha a vereadora nas eleições de 2012.
 
Em abril de 2017, a época da divulgação do episódio pela imprensa, em abril de 2017, Cristiane Brasil refutou o relato do executivo da Odebrecht Leandro Andrade. Ele havia dito que a parlamentar recebeu das mãos dele essa quantia em espécie a pedido da direção da campanha  do então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).
 
Contou que o repasse havia sido solicitado pelo deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), à época coordenador da campanha à reeleição de Paes.
 
“O STF não solicitou investigação contra mim e não há nada a meu respeito senão um comentário sem qualquer prova feito por um dos delatores da operação”, afirmou Cristiane, rebatendo a acusação na época.
 
Filha do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), presidente da legenda e pivô do mensalão, Cristiane diz que jamais se encontrou com Leandro Andrade.
 
Convite de Temer
 
Jefferson chorou ao comentar a indicação da filha, feita, segundo ele, pelo próprio presidente Michel Temer, com quem se encontrou nesta tarde. “É a emoção que me dá. É um resgate”, disse entre lágrimas. “Não foi indicação. Eu não indiquei. Surgiu”, acrescentou.
 
Depois de cumprir pena de prisão no caso do mensalão, o presidente do PTB declarou que o episódio ficou no passado e que vai se candidatar a deputado federal. Mas, em vez de concorrer pelo Rio de Janeiro, estado pelo qual sempre se elegeu, desta vez vai disputar a corrida à Câmara dos Deputados por São Paulo.