Fonte: ABRH
Mais de 65% das empresas não têm políticas claras para relacionamento amoroso entre os colaboradores. É o que aponta uma pesquisa realizada pela People Oriented, consultoria especializada em recrutamento de executivos, a partir dos relatos de 156 profissionais de todas as regiões do país coletados no mês passado.
Para 77,5%, esse tipo de relacionamento deve ser permitido, mas que é preciso ter políticas para regular, 20% acreditam que deve ser totalmente livre e apenas 2,5% dos ouvidos defendem que relacionamentos amorosos devem ser proibidos no trabalho.
A pesquisa também revelou que mais de 63% dos profissionais que já tiveram relacionamentos no trabalho o mantinham em segredo, 25% deles tinham medo de represália dentro da organização. Esse mesmo medo foi o motivo apontado por 37% dos que nunca se relacionaram para terem tomado essa decisão.
Regras
Entre as empresas que deixam claras suas políticas sobre essa questão, a política mais comum é a permissão, desde que os colaboradores não sejam da mesma área (64%), seguido da permissão sem ressalvas (15%), e a proibição com um dos colaboradores tendo que deixar a empresa (12%). Cerca de 8% são outras políticas, entre as quais se destaca a permissão desde que sem subordinação entre os profissionais.
“Deixar claros políticas e códigos de conduta para seus colaboradores é uma conduta ética das organizações que colabora para a transparência das relações. É importante que desde a chegada à empresa o profissional não tenha dúvidas sobre as expectativas para sua conduta”, comenta Helena Magalhães, sócia da People Oriented.
