Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

Reunidos em assembleia na noite desta quarta-feira, os portuários, empregados da Codesp e representados pelo SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária) decidiram cruzar os braços a partir das 7 horas da próxima segunda-feira, 28 de agosto, caso a estatal não aprove a contraproposta formulada pela categoria e que será encaminhada para a empresa na manhã desta quinta.
A decisão foi tomada porque na tarde desta quarta a Codesp finalmente ofereceu uma proposta mas, que, infelizmente, não atendeu aos anseios dos trabalhadores. Segundo o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos, a Codesp havia encaminhado para a Secretaria de Portos/Ministério dos Transportes proposta de aumento de 3,6% mas o Governo não autorizou o reajuste aos portuários de Santos. "Sendo assim, a Codesp formulou a seguinte proposta salarial: não ofereceu índice salarial, expondo que futuramente o reajuste poderá ser discutido e incluído no acordo coletivo por meio de um aditivo", explicou. Outros itens oferecidos pela Codesp são:
1- adicional noturno - a empresa quer reduzi-lo de 50% para 20%;
2- alteração na data do pagamento salarial, passando do segundo dia útil para o quinto dia útil;
3- vale-alimentação extra no mês de dezembro, no mesmo valor do que é pago atualmente;
4- redução do pagamento da quebra de caixa, que hoje é pago para 37 funcionários; a empresa quer pagar apenas para o pessoal da Tesouraria, que é quem, no entender dela, realmente manuseia os valores;
5- licença acompanhante de até seis dias;
6- empréstimo de férias a partir de janeiro de 2018 ;
7- pagamento integral do plano de saúde por parte da viúva, após seis meses de atual permanência.
No entanto, a categoria recusou em assembleia a proposta oferecida pela Codesp e nesta quinta-feira apresentará a seguinte contraproposta:
1) O índice de reajuste salarial, também aplicado sobre as demais cláusulas econômicas, deve ser definido em até 60 dias, tendo como base o índice do IPCA;
2) Manutenção da cláusula do adicional noturno, como no atual acordo coletivo, ou seja, no percentual pago de 50%;
3) Também manter, a cláusula do pagamento de quebra de caixa, conforme prevê o acordo coletivo atual;
4) Referente a extensão do plano de saúde para as viúvas, por ser assunto jurídico, desnecessário constar em acordo.
O SINDAPORT vai aguardar o posicionamento da Codesp até domingo, quando uma nova assembleia será realizada às 20 horas, na sede do SINDICATO, para discutir os últimos detalhes do movimento grevista. “"Esperamos que a diretoria da Codesp analise e aprove a nossa contraproposta assim evitará a paralisação dos serviços na administradora do maior porto do país", disse Everandy Cirino.