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12/06/2017 - 03h21

SINDAPORT participa de reuniões sobre a Campanha Salarial 2017


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira


 
A Codesp chamou, na última sexta-feira, os sindicatos representantes de seus empregados para a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2017. E mais uma vez não apresentou nada. Assim como ocorreu no mês passado, o gerente de Carreira da Codesp, Sidney da Cunha Vida Silva, explicou que a estatal não tem autorização para oferecer reajuste salarial. Uma terceira reunião foi marcada para o dia 28 de junho.
 
O presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos, lembrou que, conforme foi aprovado pela categoria na assembleia do dia 29 de maio, o SINDICATO já deu entrada no Protesto Judicial para garantir a prorrogação do Acordo Coletivo na íntegra por 30 dias, e garantir a data base em 01º de junho. Também foi definido um calendário para instauração de Dissídio Coletivo de Greve e a solicitação de mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho.       
 
Reivindicações apresentadas pelo SINDAPORT à Codesp
 
1) Manter a íntegra do atual Acordo Coletivo;
 
2) Reajuste salarial de 5 % mais 5 % a titulo de produtividade e perdas;
 
3) Abono salarial de R$ 3.500,00;
 
4) Adicional de turno para todos que trabalham em regime de turno;
 
5) Hora de antecipação para todos de turno;
 
6) Redução para 10 % do percentual pago no plano de saúde, ativa e aposentado;
 
7) Incentivo a formação;
 
8) Auxílio maternidade e adotante de 180 dias;
 
9) PDV;
 
10) Reflexos do PCES nas complementações de aposentadorias;
 
11) Desligamentos a pedido, manter verbas rescisórias e percentuais da multa;
 
12) Revisão do PCES, referente aos salários base muito baixos.
 
REUNIÃO EM BRASÍLIA
 
Dirigentes sindicais que representam empregados das Companhias Docas de todo o país estiveram reunidos na semana passada em Brasília para discutir a Campanha Salarial da categoria. O encontro foi realizado na sede da Federação Nacional dos Portuários. Todos falaram a mesma coisa: embora a data base seja 01 de junho, até agora ninguém recebeu proposta para manutenção do acordo nem reajuste salarial.
 
"Até então, o Porto de Vitória tinha sido o único a convocar a categoria para uma segunda reunião, mas a proposta não foi das melhores. A Codesa garantiu a data base, quer alterar a clausula do acordo coletivo e deu 90 dias para negociação", explicou o presidente do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária) e vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), enfatizando que infelizmente, não houve consenso na reunião para a elaboração de um calendário nacional.
 
O prazo de negociação é um dos pontos de discórdia. "Rio de Janeiro entende que se o Governo garantir a data base, o acordo coletivo pode ser negociado sem prazo estipulado porque o retroativo será garantido. Já nós, aqui de Santos, entendemos que o acordo que foi prorrogado por 30 dias só pode ser prorrogado por mais 30 dias. Decidimos em assembleia, que está aberta em caráter permanente e aprovou o estado de greve, que qualquer proposta apresentada pela Codesp a categoria tem que ser convocada".    
 
Everandy Cirino destacou que sabe do momento difícil e delicado pelo qual o país está passando, mas que os trabalhadores não podem ser penalizados. Uma nova reunião está marcada em Brasília, no dia 20 de junho, na sede da Federação Nacional dos Portuários.
 
SEP
 
Após a reunião na sede da FNP, os líderes sindicais portuários seguiram para a sede da Secretaria Especial de Portos, onde foram recebidos pelo assessor Especial do Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Luiz Otávio Oliveira Campos e pelo Diretor do Departamento de Obras e Serviços de Acessos Aquaviários, Alber Furtado de Vasconcelos Neto.
 
Durante a reunião, três assuntos foram abordados: Campanha Salarial, Portus e Privatização das Administrações Portuárias.
 
"Sobre a privatização, Luis Otávio foi enfático em falar que embora o assunto seja discutido por uma minoria, não há chance disso ocorrer".
 
O deputado federal e ex-prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa também participou da reunião e expôs que a administração portuária tem que ser pública. Segundo Everandy Cirino, o parlamentar ressaltou que em vários portos do mundo a administração é pública e que esse assunto será tema de audiência pública, a ser convocada por ele no dia 04 de julho em Brasília.
 
Sobre o Portus, o presidente do SINDAPORT esclarece que os representantes governamentais explicaram que o fundo de pensão dos portuários não será liquidado.
 
Já a Campanha Salarial, foi o principal assunto discutido. "Não abrimos mãos de nossas conquistas. Temos que receber pelo menor a inflação do período. Infelizmente, com o fim da SEP enquanto ministério, voltamos a estaca zero e agora somos tratados como patinhos feios", afirmou Everandy Cirino.
 
Após ouvir as reivindicações dos empregados das Companhias Docas, os representantes da SEP concordaram em elaborar um documento a ser encaminhado para o Ministério do Planejamento. O objetivo é solicitar informações sobre a orientação a ser tomada perante a Campanha Salarial dos portuários.