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05/06/2017 - 04h55

Codesp segue no vermelho - Parte 2


Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio 
 
Considerando que o ônus da prova cabe ao autor, é sempre bom lembrar que denúncia sem prova é sinônimo de tiro no pé


 
A nota publicada no site do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), na última segunda-feira (29), sob o título "Codesp segue no vermelho", continua gerando calorosas discussões pelos lados da Avenida Rodrigues Alves s/nº, sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
 
De acordo com informações obtidas pela sempre eficiente e infalível rádio peão, o fenômeno da comunicação, os diretores da estatal não ficaram nada satisfeitos com o "tom" da divulgação no portal sindical, cujos dados e números foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira anterior (26), e no dia seguinte em nota na coluna Mercado Regional, de A Tribuna.
 
Fontes fidedignas garantem que a senhora Maura de Jesus, mãe do presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, passou a semana sendo "homenageada" pelos membros do alto escalão da empresa. Santa, pura, vestal, casta e imaculada foi pouco para a saudosa progenitora (que Deus a mantenha em bom lugar).
 
Seguindo a máxima de que para suportar a sua própria história cada um acrescenta um pouco de lenda, os informes da tradicional rádio dão conta de que o principal motivo para o vexatório rombo (mais um) seriam as despesas com as contratações de terceirizados, superando até mesmo as despendidas com os próprios empregados, além dos gastos com os gafanhotos acoitados em cargos e funções de confiança, viagens, almoços e jantares corporativos, carro blindado e outros mimos.
 
Importante destacar que boa parte dessas benesses (segundo o Aurélio: benefícios recebidos sem muito trabalho ou esforço) está sendo bancada, literalmente, pelos empregados da empresa, que tiveram descontados dois dias de trabalho do sagrado ordenado.
 
O abatimento no salário, contudo, apenas realçou o tamanho do esculhambo na gestão já que nem mesmo a providencial colaboração daqueles que cotidianamente carregam o piano e a incompetência alheia nas costas fez com que a Codesp conseguisse sair do vermelho.
 
Vale ressaltar que o mais novo prejuízo verificado nas contas da empresa acabou gerando não apenas uma verdadeira enxurrada de críticas à atual gestão, bem como uma série de denúncias que não param de chegar ao Sindaport desde a última segunda-feira. 
 
Considerando que o ônus da prova cabe ao autor, é sempre bom lembrar que acusação sem prova é sinônimo de tiro no pé, devendo, portanto, toda e qualquer denúncia sobre o rico e farto histórico de desmandos praticados pelos dirigentes tutelados que há anos se revezam nos primeiros escalões da Codesp ser devidamente comprovada.
 
As delações vão desde possíveis irregularidades em licitações, principalmente nos contratos relacionados ao setor de TI, como também o pagamento feito à empresa do mesmo segmento sem autorização do Conselho Fiscal, o que contraria a legislação vigente que prevê um limite para contratações sem licitação. 
 
A elaboração de diversos contratos para maquiar o dispositivo legal destinado às empresas estatais também foi denunciada, assim como o uso de trabalhador terceirizado em locais e funções atribuídas aos verdadeiros doqueiros em razão da atividade-fim. 
 
Uma das denúncias mais graves é direcionada a um conhecido deputado da região, federal e notório por nomear parentes para cargos de confiança na Codesp, que também estaria "emplacando" seus afilhados políticos e demais asseclas em importantes cargos nas empreiteiras contratadas pela Codesp. 
 
Segundo as acusações, as indicações do tal parlamentar, sempre direcionadas para posições consideradas estratégicas, estariam ocorrendo sem qualquer questionamento e com total complacência da direção da Codesp, além do devido aval do partido político que abriga o "meketrefe".
 
Claro está que tal condescendência é perfeitamente viável e naturalmente oportuna uma vez que os próprios gestores da Autoridade Portuária de Santos ocupam seus respectivos cargos na vergonhosa condição de apaniguados, fazendo inclusive jus a polpudos salários, mordomias e demais vantagens.
 
Desta maneira, para padrinhos e apadrinhados pouco importa a ética, a eficiência, a competência e o profissionalismo, ou até mesmo os resultados deficitários que se sucedem na atual gestão do maior e mais importante porto do país. Os números do prejuízo não mentem. 
 
Tampouco estão preocupados em esclarecer os vários escândalos envolvendo o nome da empresa, tais como os vídeos suspeitos que circularam nas redes sociais com abordagem sobre dragagem, área de TI da estatal, digitalização de documentos, e valores de contratos na ordem de R$ 80 milhões, R$ 16 milhões e de R$ 400 milhões, respectivamente, e que colocaram sob suspeita contratos celebrados pela estatal e prestadoras de serviços. 
  
Apesar da grande repercussão, cabe salientar que até a presente data não se tem qualquer notícia quanto ao resultado do procedimento administrativo instaurado pela empresa ou pela própria Polícia Federal para apurar supostas irregularidades cometidas pelo gafanhoto assessor de diretoria, que já voou para bem longe. Que fim levou o grupo interno criado para tal finalidade, alcunhado de "Os Intocáveis" da Codesp?????
  
Até mesmo a contratação da bailarina "latinete" já caiu no esquecimento, assim como o providencial arquivamento da sindicância determinada pela Secretaria de Portos (SEP) para apurar as denúncias sobre o caso que ficou conhecido como "Porto Seguro", o mesmo que em um simples passe de mágica fez desaparecer os computadores (CPUs) de um determinado superintendente jurídico. 
 
Nesse sentido, a despeito de quaisquer princípios éticos e morais, para protetores e protegidos o que vale mesmo é o vergonhoso e inescrupuloso QI, método cada vez mais bronco, vil e descompromissado com os propósitos de qualquer organização, séria, é bom que se diga. 
 
Não é à toa que as contas da Codesp continuam navegando no vermelho, não por acaso a cor da vergonha, ou da falta dela. 
  
Obs.: Qualquer material referente a possíveis irregularidades poderá ser entregue na sede do Sindaport, em envelope lacrado e sem a necessidade de divulgação da fonte, se for o caso. O Sindaport e a rádio peão agradecem.