Fonte: AssCom Sindaport / /Gisele de Oliveira

Hoje, segunda-feira (17), portuários de diversas categorias estarão reunidos em assembleia às 10 horas na sede do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária). O objetivo é deliberar sobre a greve geral no dia 28 de abril contra as propostas referentes a Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista e Terceirização.
Participam da assembleia trabalhadores ligados ao SINDAPORT, SINTRAPORT (Sindicato dos Operários Portuários), SINDESTIVA (Sindicato dos Estivadores), SINDROD (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, SINDOGEESP (Sindicato dos Operadores em Guindaste e Empilhadeira), Sindicato de Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga, Sindicato dos Vigias Portuários e SINDBLOCO (Sindicato dos Trabalhadores de Bloco).
“Só há um caminho para enfrentar o desmonte dos direitos dos trabalhadores, que é a união. Temos que nos unir, sair às ruas e mostrar ao Governo que somos contrários às Reformas da Previdência e Trabalhista e também a Terceirização. Não podemos cruzar os braços diante de situação”, afirma o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos.
O dirigente sindical ressalta que a greve geral do dia 28 de abril vai marcar a história do Brasil. Vamos mostrar ao Governo que não aceitamos esse ataque à classe trabalhadora. Querem punir os trabalhadores, tirar nossos direitos e por outro lado, beneficiar os empresários. Não vamos deixar que isso ocorra, principalmente, diante das últimas denúncias de corrupção que envolvem tantos políticos”.
Na assembleia desta segunda-feira os trabalhadores vão ser informados sobre os riscos da terceirização e das reformas da trabalhista e da previdência propostas pelo Governo Temer. “Vamos esclarecer os trabalhadores sobre os riscos da terceirização, o achatamento dos salários, as demissões que isso pode causar e o fim da carteira assinada. E sobre a reforma da previdência vamos expor que ninguém vai aguentar contribuir 49 anos para ter uma aposentadoria digna”.
Já a reforma trabalhista vai dificultar a fiscalização por parte dos sindicatos e a busca pelos direitos na Justiça do Trabalho, afirma.
Segundo Everandy Cirino, a ideia é parar o país no próximo dia 28. “Vamos parar toda a cadeia produtiva. Aqui em Santos, o maior porto do país vai parar para mostrar que os recordes de movimentação e a grande participação na Balança Comercial dependem dos trabalhadores, que são as principais peças para que isso tudo funcione corretamente”.
A assembleia será no auditório do SINDAPORT, na Rua Júlio Conceição, 91, Vila Mathias, em Santos .