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30/03/2017 - 01h47

Assembleia desta quinta discute Campanha Salarial 2017


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

 
Nesta quinta-feira, 30 de março, às 20 horas, o SINDAPORT promove assembleia com os empregados da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) para deliberar sobre a Pauta de Reivindicações 2017.
 
“Cumprindo a tradição de nossa entidade sindical, seguimos a risca o calendário estipulado para os trâmites de negociação. Por isso, promovemos a assembleia dois meses antes da data base, que é 1 de junho”, explica o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos.
 
De acordo com ele, diante do momento difícil pelo qual os trabalhadores estão passando, a ideia é discutir uma pauta de negociação enxuta, priorizando no máximo 10 itens, tais como a inflação do período e o vale-refeição. “Caso não haja negociação, partimos para o dissídio coletivo”, garante.
 
Na análise do dirigente sindical, se não bastasse a crise econômica e política que o país enfrenta há dois anos, os portuários ainda têm outros problemas que podem e, segundo Everandy Cirino, vão interferir na Campanha Salarial 2017 da categoria.
 
Ele lista o fim da SEP – Secretaria Especial de Portos – que cuidava dos assuntos do setor. Agora a negociação salarial com a Codesp é com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação. Além disso, tem a suspensão da Súmula 277, que prejudicou a negociação entre empresas e trabalhadores. Em outubro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovou medida cautelar, que suspende a proteção aos direitos conquistados em acordo coletivo durante o período entre o fim da data base e a assinatura de um novo acordo. Sendo assim, as empresas podem suspender benefícios para forçar uma maior agilidade nas negociações. Sem falar na Lei da Terceirização, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados e que permite que as empresas terceirizem todas as atividades – inclusive as chamadas atividades-fim, a principal atividade da empresa, aquela para a qual a companhia foi criada. Para a lei entrar em vigor, só falta a sanção do presidente Temer. “Não podemos esquecer também a Reforma da Previdência, em análise na Comissão Especial da Câmara, e que prevê a aposentadoria somente após 65 anos de idade. Ou seja, a luta não será fácil. Por isso precisamos que a categoria esteja unida e fortalecida”.
 
O acordo coletivo em vigor da categoria tem validade de dois anos - de junho de 2015 a maio de 2017. No entanto, no ano passado, os portuários conseguiram receber 2% de aumento em janeiro e mais 7,18% em junho. “Mesmo com um acordo fechado por dois anos conseguimos negociar as cláusulas econômicas e conquistamos, ao contrário de outras categorias, reajuste salarial sem a necessidade de paralisações ou greve. Já neste ano, a negociação salarial deve ser ainda mais endurecida. Temos que estar preparados para o pior, pois diante da atuação do Governo, cada vez mais contrária aos direitos dos trabalhadores, o cenário não é nada animador”, enfatiza o presidente do SINDAPORT.
 
A assembleia será na sede do SINDAPORT, na rua Júlio Conceição 91, na Vila Mathias.