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13/02/2017 - 03h37

Sindaport oferece ajuda e cobra implantação do PIDV


Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio

 
De olho na crescente onda de desligamentos voluntários motivados por planos de incentivos que vêm sendo implementados nas empresas públicas em diversos segmentos, o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, encaminhou ofício, na última sexta-feira (10), para a direção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) solicitando a abertura do procedimento na estatal portuária. 
 
Amparado numa antiga reivindicação dos colaboradores da empresa, o pedido não apenas reforça a necessidade da implantação de um plano de desligamento voluntário na docas paulista, bem como retrata as dificuldades enfrentadas pelos mandatários que se sucedem à frente da Autoridade Portuária junto ao Governo Federal visando à liberação da verba necessária.
 
Diante de tantos empecilhos que se amontam ao longo dos anos dificultando a tão aguardada adoção do plano, Everandy resolveu colocar o Sindaport à disposição da Codesp. "O levantamento de valores e de pessoas envolvidas é de extrema importância para que a empresa e o próprio Governo possam mensurar com mais propriedade os custos de um projeto dessa magnitude para os codespanos".
 
Apesar disso, o dirigente classifica como irrisório os prováveis gastos se comparados com outras administradoras públicas. "Em termos orçamentários, qualquer PIDV na Codesp certamente será infinitamente menor dos que estão em curso nas demais companhias estatais, tais como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Correio, Eletrobras, Infraero e etc." 
 
Segundo Cirino, pouco mais de 480 empregados da empresa já estão aposentados e seguem na ativa apenas aguardando a implementação de um PIDV. "Diante de aposentadorias cada vez mais irrisórias e defasadas, é natural que os companheiros sigam trabalhando até que possam projetar o futuro após pendurarem as chuteiras mediante uma compensação financeira depois de anos de trabalho e dedicação". Ele afirma que outros 300 portuários se encontram em vias de se aposentar. 
 
No expediente endereçado ao mandatário da empresa, Alex Oliva, o sindicalista oferece a estrutura sindical. "Sabemos o quanto ele está se empenhando, em Brasília, para viabilizar o plano, mas também das dificuldades que vem enfrentando, sobremaneira na liberação do aporte financeiro necessário, e por tal estamos dispostos a colaborar no que for possível, não apenas no âmbito administrativo, assim como na esfera política junto às autoridades competentes", salientou.  
 
Para o líder do Sindaport, o ingresso de novos empregados da Codesp está diretamente ligado ao desligamento de outros. "O processo seletivo é e sempre será válido para a renovação do quadro, porém este que foi anunciado é bastante frágil sob o ponto de vista de uma reestruturação organizacional uma vez que não se sabe o número exato de vagas a ser preenchidas e tampouco o total de companheiros que porventura poderão aderir a um possível PIDV".
 
O aumento do passivo trabalhista da Codesp é outra preocupação do dirigente sindical. "A direção da companhia deve tomar todas as precauções possíveis para que o tiro não saia pela culatra, ou seja, para não criar uma expectativa de direito mediante uma prévia abertura de inscrições para se quantificar os interessados sem que o plano seja efetivamente implementado", concluiu, ressaltando que o Sindaport aguarda a resposta da Codesp diante da colaboração ofertada na última sexta-feira.