Fonte: Exame
O impacto da inflação é diferente para cada um, dependendo dos produtos e serviços que você consome; veja o que subiu mais
Quem gosta de frutas, alho, feijão e café deve ter visto sua conta do supermercado ficar bem mais cara no ano passado.
É o que mostram os dados da inflação de 2016 divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A boa notícia é que depois de chegar aos dois dígitos em 2015, a taxa final cedeu e ficou em 6,29%, abaixo do teto da meta (6,5%).
O grupo mais importante na inflação é, de longe, Alimentação e Bebidas – que em 2016 foi pressionado por fatores internacionais e pela seca, mas que também já está em trajetória descendente.
“Quando as perspectivas para a safra de 2017 ficaram mais promissoras, isso ajudou a deixar os preços mais comportados, o que vimos no final do ano passado”, diz Eulina Nunes, pesquisadora do IBGE.
E o impacto da inflação é diferente para cada um, dependendo de onde você mora e dos produtos e serviços que você consome.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), por exemplo, que mede a variação de preços para famílias com rendimento entre 1 e 5 salários mínimos, ficou ligeiramente acima do teto em 6,58%.
Alguns produtos tiveram altas acima dos 50%, mas outros pesaram ainda mais mesmo não tendo subido tanto (o que se chama de impacto, medido em pontos percentuais adicionados na inflação final).