Fonte: AssCom Sintraport
Com assembleia marcada para as 9 horas desta quinta-feira (17), os 1.600 trabalhadores avulsos de capatazia entrarão no 16º dia de greve no corredor de exportação do porto de Santos.
Nesta quarta-feira (16), 15º dia da paralisação, o sindicato dos operários portuários (Sintraport) aguarda julgamento pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).
Na assembleia, segundo o presidente do sindicato, Claudiomiro Machado ‘Miro’, os trabalhadores definirão pauta reivindicatória para apresentar às empresas e juntar ao processo no TRT.
No dia 10 de novembro, quinta-feira da semana passada, em audiência de instrução e conciliação, no TRT, as empresas não quiseram acordo com o sindicato.
Iniciada em 1º de novembro, a greve questiona a vinculação de mão de obra avulsa anunciada pelas empresas ADM, Caramuru, Terminal 39, Terminal de Exportação de Santos (Tes) e Louis Dreyfus.
Dos 300 avulsos utilizados diariamente na descarga de granéis sólidos de vagões ferroviários, as empresas querem vincular 170. Como mais de 1.600 passam pelo local, em rodízio, 1.500 serão prejudicados.
A pauta definida pela assembleia conterá valores salariais, de horas extras, adicionais e benefícios como vale-refeição e plano de saúde, entre outros.
Miro pondera que, apesar do vínculo estar previsto na lei dos portos (12.815-2013), o sistema não pode ser implantado sem negociação com o sindicato.
“Já temos o acordo dos avulsos com essas empresas, que foi negociado e aprovado em assembleia”, explica o sindicalista. “Agora, precisamos do acordo dos vinculados”.
Na audiência no TRT, as empresas não aceitaram negociar com o sindicato os ganhos dos vinculados, que poderão ter a metade do que normalmente recebem enquanto avulsos.
“É um absurdo inaceitável”, diz o presidente do Sintraport. A assembleia, que está caráter permanente e pode ser convocada a qualquer momento, será na moega 5 do armazém XL (40), na Ponta da Praia.
Contêineres
Em assembleia na sexta-feira (11), os trabalhadores de capatazia do Sintraport avulsos e com vínculo empregatício nos terminais de contêineres aprovaram a renovação do acordo coletivo para a data-base de março de 2016.
A contraproposta foi apresentada pela câmara de contêineres do sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo (Sopesp), envolvendo as empresas Santos Brasil, Ecoporto, BTP Brasil Terminais e Libra.