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27/10/2016 - 07h45

Interventor apresenta detalhes sobre a atual situação do Portus


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira

 
Representantes de trabalhadores de vários portos do país estão reunidos no Rio de Janeiro para discutir o futuro da categoria. Entre os assuntos abordados estão o Portus, a reestruturação das Companhias Docas, as aposentadorias especiais e a representatividade nos Conselhos de Administrações (Consads). O encontro, que começou ontem com uma reunião na sede do fundo de pensão, segue hoje nas instalações do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro. O presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos, e o vice-presidente João de Andrade Marques participam do evento. 
 
Ontem, durante a reunião com o interventor do Portus, Luiz Gustavo da Cunha, foi apresentado aos sindicalistas um panorama da atual situação do fundo de pensão. Também foi exposto um resumo da atuação da diretoria. O Portus está sob intervenção federal desde agosto de 2011. 
 
O presidente do SINDAPORT explica que o interventor disse que as contas do Portus continuam no vermelho e que as dívidas de contribuições das empresas patrocinadoras, bem como do RTSA (Tempo de Serviço Anterior) estão sendo cobradas na Justiça. O Governo também está sendo cobrado por conta da dívida da extinta Portobrás. Toda essa demanda tem como objetivo, segundo o interventor, sanear e reequilibrar o Instituto Portus. 
 
“O interventor mostrou que está fazendo a lição de casa, cobrando quem deve para o Portus, mas ainda falta boa vontade em pagar os débitos existentes das patrocinadoras, principal motivo do déficit existente no Instituto”, enfatizou Everandy Cirino. 
 
Por outro lado, o interventor expôs que o Portus deverá passar por um ajuste financeiro em breve, o que acarretará em aumento da contribuição mensal dos ativos e aposentados.
 
Segundo o interventor do Portus, Luiz Gustavo da Cunha, a despesa mensal do Instituto atualmente chega a aproximadamente R$ 17 milhões, enquanto que a receita não passa dos R$ 8 milhões. Ele ressaltou que atualmente o Portus tem R$ 160 milhões em liquidez (liquidez é a facilidade de converter o ativo em dinheiro, ou em outras palavras, um ativo com alta liquidez indica facilidade em vender o mesmo, caso precise do dinheiro de imediato).
 
SINDICATOS
 
Por outro lado, os sindicatos questionaram o interventor sobre as ações que estão sendo feitas pelo Portus respeitando as particularidades de cada porto. O vice-presidente do SINDAPORT expôs que em Santos, tem participante querendo ter acesso ao cálculo de quanto ganharia caso deixasse hoje a Codesp, mas não consegue nenhum retorno do Portus. 
 
O interventor expôs que neste caso o participante deve fazer o pedido formalmente na sede do Portus em Santos ou diretamente na sede do Intstituto, no Rio de Janeiro. 
 
A criação de um novo plano também foi cobrada pelos sindicatos. O interventor, por sua vez, solícito em responder a todos os questionamentos, disse que esse assunto não está esquecido, porém, o objetivo principal hoje é receber o que é devido ao Portus. Com o atual plano saneado, o fundo de pensão terá fôlego para aceitar novos participantes e criar um novo.
 
O presidente da APP/Santos, Odair Augusto de Oliveira, e da Unaportus, Jurandir França da Hora, também participam do encontro.