Fonte: Sindaport / A Diretoria

A partir do momento que as diretorias da Codesp se submetem a aceitar indicações políticas indiscriminadamente e exageram na dose ao trazer para ocupar importantes cargos na empresa gente de fora e totalmente alheias aos assuntos do Porto e da Região, tendo como principal qualidade a indicação política de peso, o Sindaport passou a usar o já bem conhecido e famoso jargão “Gafanhotos”.
É fato que em alguns casos, apesar de tudo, tivemos profissionais de boa formação que puderam mostrar resultados e deixaram até um certo legado, infelizmente uma enorme minoria.
Na maioria dos casos, em primeiro lugar, vem à necessidade de agradar ao padrinho da indicação, se beneficiar do cargo que está ocupando, cumprir determinações da diretoria da época sem questionamentos, mesmo sabendo que acarretará em problemas e prejuízos futuros.
Dentro desse rico folclore, tivemos um caso bastante lembrado que chamávamos de “gafanhoto bundudo”. Um carioca, bom de papo, que sempre se gabava de conhecer todos os bastidores do poder em Brasília, salientando que suas melhores e mais brilhantes ideias vinham depois de “degustar” algumas cervejas.
Mas nada se compara, nada mesmo, ao que hoje podemos chamar de “gafanhoto fantasma” ou seria “fantasma gafanhoto”?
Enquanto os empregados de carreira, quando são indicados para ocupar um cargo de gestão, além do trabalho que realizam, se preocupam também com a assiduidade e cumprimento dos horários, os gafanhotos de fora geralmente ignoram esse importante quesito, e certamente esse gafanhoto fantasma superou a todos.
Depois de empossado no cargo, o tal inseto nunca deu um dia sequer de trabalho dentro das dependências da Codesp. Segundo informações obtidas pelo Sindaport, ele próprio afirma que sua ausência é normal e correta uma vez que foi contratado para realizar “um trabalho institucional", em Brasília.
Talvez tenhamos chegado numa nova geração de gafanhotos, cuja espécie deve ser chamada de “gafanhoto lobista” ou “lobista gafanhoto”.
É lamentável que a diretoria da Codesp compactue com uma excrescência desta, ainda mais que a empresa se utiliza das imagens de suas câmeras para monitorar o ponto dos demais empregados, até para checar se o ponto eletrônico foi marcado no relógio determinado.
Por outro lado, o apadrinhado politico passa os dias em Brasília, fazendo sabe-se lá o que. Quem tiver qualquer informação ou detalhes do “trabalho” que esse gafanhoto realiza no Planalto favor informar para o Sindaport.
Além desse, vários gafanhotos não cumprem o horário de trabalho regulamentar. Na própria presidência da estatal habita um outro que também só chega para trabalhar depois das 9:30 hs. A saída é pontual.
É como diz a frase: “para os amigos, tudo; para os inimigos, os rigores da Lei”. Isso é o que é praticado pela direção da CODESP.