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10/08/2016 - 03h11

Greve e dissídio coletivo contra Docas de São Sebastião


Fonte: Sindaport / Gisele de Oliveira

 
Os portuários de São Sebastião ingressaram com dissídio coletivo de greve, no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo. Com isso, a paralisação iniciada às 7 horas desta terça-feira (9) só foi mantida até às 19 horas. “Como a categoria recusou a proposta da empresa, que mais uma vez não nos atende, fomos para a Justiça. Por isso, não vimos razão para continuar o movimento até às 7 horas do dia seguinte (10), como inicialmente estava mantido”, explica o vice-presidente do SINDAPORT, João de Andrade Marques. Agora a categoria vai aguardar a data para o julgamento da Campanha Salarial.
 
Segundo a diretoria do SINDICATO, a greve atingiu todos os setores da empresa, como administrativo, operacional, guarda portuária, meio ambiente, entre outros. A paralisação teve início às 7 horas, no meio da manhã a diretoria do SINDICATO apresentou para a categoria as novas propostas da empresa.
 
João de Andrade ficou surpreso ao ver que a empresa ofereceu 10,04% somente na terça-feira (9), dia que os trabalhadores cruzaram os braços. “Há mais de cinco meses estamos negociando com a Companhia Docas de São Sebastião. Primeiro, a empresa falou que não daria aumento salarial. Após a divulgação do edital de greve, a Companhia ofereceu 8,5%, sendo que 3% seriam pagos já neste mês, mas o retroativo a maio, data-base da categoria, seria em três parcelas, e o 5,5% restante em janeiro. Na segunda-feira (8), um dia antes da paralisação, a empresa propôs 9,83%, 4,83% a ser pago agora, o retroativo em três parcelas e 5% em janeiro. Na terça-feira (9) após a categoria recusar a segunda proposta, a Companhia apresentou uma nova de 10,04% de aumento, sendo 5,02% a ser pago agora em agosto, e o retroativo em três parcelas, e 5,02% somente em janeiro do ano que vem. O que também recusamos”, explica o sindicalista.
 
Ele ressaltou que o Governo do Estado já havia oferecido o índice superior a 10% para outras empresas estatais, no entanto para os trabalhadores da Companhia Docas decidiu dar 0% de aumento.  
 
“Mostramos que não estamos para brincadeira. Queremos o reajuste igual as demais empresas e pago em uma só vez”. 

Atualizada em 11/08/2016, às 03h29