Fonte: A Diretoria, com AssCom Sindaport / DCG
As recentes matérias publicadas na mídia local e no portal Sindaport parece que estão incomodando, e muito, o homem forte da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Apesar dos diplomas de doutor, mestre e PhD que o presidente da empresa, Alex Botelho, faz questão de ostentar aos seus pares e principalmente subordinados, muitos deles com graduações acadêmicas e qualificações profissionais infinitamente superiores, a cada dia que passa evidencia que ainda tem muito o que aprender.
Nada humilde e avesso a criticas, ainda que construtivas, Botelho vem demonstrando total ausência de postura profissional e acima de tudo descontrole emocional quando contrariado ou simplesmente questionado na qualidade de gestor da empresa que administra o maior porto do País.
Prestes a completar oito meses no cargo, o presidente da Codesp adquiriu a fama de descontrolado não apenas no âmbito da companhia que preside, mas em todo o segmento portuário. Pelos corredores da Av. Rodrigues Alves s/nº há quem garanta que quando nervoso e em flagrante desatino revela os mais profundos sintomas de histeria, o que é preocupante.
Inadequado e pouco comum, tal comportamento já é considerado sem precedentes na história da Codesp e até mesmo na da extinta Companhia Docas de Santos (CDS). Caricato em algumas situações, Alex Botelho descortina sua verdadeira faceta à luz de um estranho e patético descontrole emocional, chegando, por vezes, a ficar roxo de raiva, ao ponto de salivar, espumar, babar, gaguejar, além de chutar portas, socar mesas e etc. Fontes fidedignas atestam que o homem, apesar de carioca da gema, "roda a baiana", no bom sentido.
Diante de tamanho destempero, resta aos subalternos, com destaque para os gafanhotos puxa sacos, as imediatas providências quanto ao providencial calmante ou remédio para pressão, a essa altura 16 x 10, bem como a água com açúcar, e até mesmo o suco de maracujá, conhecido por sua ação tranquilizante, tudo para acalmar o possesso mandatário da Codesp, quando contrariado.
Chiliques à parte, o fato é que o presidente Alex Botelho precisa, de maneira imperiosa, acrescentar ao seu propalado currículo um curso de relacionamento interpessoal para desenvolver atitudes comportamentais adequadas e estabelecer a sempre saudável harmonia no ambiente de trabalho.
Nesse sentido, o presidente da estatal portuária poderá obter o necessário aperfeiçoamento para interagir com seus pares, subordinados, puxas e críticos, através dos ensinamentos da Teoria de Campo de Lewin, ou da Teoria Contingencial de Vroom, bem como da Teoria dos Dois Fatores de Herzberg. Além dessas, o executivo maior da Codesp aprenderá, e muito, com a Teoria da Expectação e com a Hierarquia das Necessidades de Maslow, que poderão ser bastante úteis para uma melhor reflexão e autoconhecimento, já que a simplicidade....
Isto posto, saberá Alex Botelho entender que as críticas feitas pelo Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), seja através de denúncias, ofícios ou matérias publicadas no portal da entidade www.sindaport.com.br são construtivas e direcionadas ao gestor público e presidente da Codesp, porém nunca ao indivíduo. Estará apto a compreender, ainda, que a entidade laboral tem a obrigação e o dever de zelar pelos interesses de seus representados bem como os da empresa.
Histerismo
Um dos últimos ataques de histeria do presidente aconteceu há poucos dias, quando chamou à sua sala outros dois diretores da empresa e, sem cerimônia, passou a distribuir sua fúria e malquerença, com destaque para um deles. Qual o principal motivo? A boa relação de trabalho deste diretor com o presidente do Sindaport, Everandy Cirino e com o vice-presidente e membro do Conselho de Administração (Consad), João de Andrade Marques.
Ao que parece, como um legítimo ditador, o presidente Alex Botelho adquiriu o gosto de dirigir a Codesp como se a empresa fosse propriedade sua. Talvez seja esse o principal motivo que o levou a acumular mais um cargo na diretoria.
Desta forma, na qualidade de presidente e também diretor conta com três votos nas reuniões ordinárias e extraordinárias convocadas pelo próprio, contabilizando, ainda, o voto de minerva, o que significa dizer que ele sozinho tem maioria absoluta em caso de ausência de outro membro da diretoria.
Por derradeiro, vale salientar que o Sindaport continuará fiscalizando os atos da gestão praticados pela direção da Codesp e, se necessário for, encaminhando expedientes para a Advocacia Geral da União (AGU), para o Tribunal de Contas da União (TCU), além do Ministério Público.
Com efeito, ao contrário de situações passadas, o Sindicato pedirá judicialmente para ingressar nos processos como “parte interessada”, em casos como as (des)conhecidas pedaladas da Codesp (adiantamentos de pagamentos de faturas devidas pelo Governo Federal para empreiteiras), aditamentos de contratos de dragagem sem o devido parecer da AGU, contratação milionária de um escritório de advocacia, sem licitação, contratação da USP, também sem licitação, além de outros.
De nada adianta cortar extraordinário sob o pretexto de uma aparente diminuição de custos referentes a folha de pagamento dos empregados, se por outro lado não consegue sequer honrar os repasses do PLR e principalmente o aumento salarial na data-base da categoria. Mais sabedoria e menos sanha é o que se pede.