Fonte: G1/ES
Justiça revogou suspensão das atividades no Complexo de Tubarão. Desde janeiro, porto operava mediante uma liminar.
O Porto de Tubarão, em Vitória, pode voltar a operar sem restrição judicial. Desde janeiro, quando as atividades foram suspensas sob suspeita de crime ambiental decorrente da poluição,
o porto operava mediante uma liminar. A suspensão das atividades foi revogada pela Justiça na última terça-feira (7).
Quatro dias depois, o juiz federal Vigdor Teitel aceitou parcialmente o pedido de liminar da mineradora e revogou a interdição do Complexo de Tubarão. Porém, o magistrado estabeleceu o prazo de 60 dias para que a Vale cumprisse um conjunto de medidas para evitar a poluição do mar e do ar.
Porém, ao apresentar um novo recurso, o TRF concedeu provimento parcial à mineradora e revogou o prazo de 60 dias para apresentação de plano de melhorias ambientais.
Na última terça-feira (7), no julgamento da liminar, a 2ª turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região acolheu mandado de segurança e confirmou a liminar que determinou a liberação da operação do Porto de Tubarão.
De acordo com a Vale, foi determinado ainda que uma perícia deve ser realizada no prazo de 60 dias para confirmar a eficácia de todas as medidas de contenção já implementadas para controlar a dispersão de material particulado e evitar a eventual queda de minério no mar.
Vale garante melhorias
Uma das condições para que o porto pudesse voltar a operar era de que a Vale apresentasse um conjunto de melhorias com o objetivo de evitar a dispersão e queda do minério.
Além disso, a mineradora destacou ações como implantação de novos dispositivos de limpeza e de raspagem, bem como a implantação de um novo sistema de aspersão nas correias transportadoras, que fazem o transporte do minério de ferro até os carregadores de navio.