Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio

O vereador (PSB) e ex-presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Benedito Furtado, apresentou requerimento à Câmara dos Vereadores de Santos solicitando que a Casa encaminhe ofícios ao Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo providências para evitar a contratação, sem licitação pública, de um escritório de advocacia por parte da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
A contratação veio a publico no último sábado (4) através de matéria veiculada no jornal Folha de S. Paulo, sob o título:
"Feudo do PMDB, porto de Santos contrata advogado próximo à sigla". A reportagem levanta suspeitas de que a estatal portuária estaria selecionando o escritório
Nelson Wilians e Advogados Associados para atuar na arbitragem de valores envolvendo antigo processo travado com a Libra Terminais.
Considerando que o valor estimado da dívida da operadora portuária com a Codesp é de aproximadamente R$ 2,3 bilhões, caberá ao escritório de advocacia a "pífia" comissão de 1% do negócio, algo em torno de R$ 23 milhões. Nada mau para uma contratação feita em flagrante arrepio ao que preconiza a Lei de Licitações e Contratos - nº 8.666/93.
Confira o expediente.