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14/04/2016 - 06h15

Sobre os prejuízos da Codesp


Fonte: Sindaport / A Diretoria
 
 
Usando da prerrogativa de acionista majoritário, o Governo Federal fez aporte na Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) de R$ 103 milhões configurados como aumento de capital. Essa verba foi direcionada para saneamento do Instituto de Seguridade Social - PORTUS e, portanto, caracterizada como despesa. 
 
Esse lançamento, excepcional, por si só já inverte o sinal do resultado do balanço, inviabilizando a distribuição de dividendos e a participação de lucros (PLR).
 
O item Provisão para Riscos Cíveis, citado com valor de R$ 52,4 milhões, trata de avaliação do corpo jurídico da empresa, e deve ser apontado, segundo as regras contábeis, no balanço. Nesse item (que abrange também os riscos de decisão desfavorável na justiça de questões trabalhistas e tributárias) houve redução de 16,52% em relação a 2014 (de R$ 77,5 milhões para R$ 64,7 milhões).
 
O parágrafo, que inicia “em 2011, as despesas com folha eram 20,5% do total em 2015, chegaram a 34,9%.”, não é claro. Total de que? Despesas? São variáveis distintas, tanto pode ter havido aumento na folha, como diminuição no total de despesas. 
 
Vale lembrar que o período compreendido entre 2011/2015 não é um bom parâmetro. Em 2013 houve um realinhamento salarial (aprovado pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - DEST)). O demonstrativo de gastos com folha de 2015 apresentado no balanço é de menos de 8% maior em relação a 2014. 
 
Aliás, cabe aqui breve comentário sobre o tópico “despesas com folha”: nesse montante estão incluídos os 22 cargos de chefia/confiança admitidos sem concurso com salários médios de R$ 22 mil, e os 59 funcionários que prestam serviço em outros portos, e que ainda estão sob responsabilidade da CODESP.

- Confira a matéria publicada no jornal A Tribuna - edição de 09/04/2016

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