Fonte: DCI
O deputado e ex-governador Paulo Maluf, conhecido por condenação no exterior e complicações com a lei, responde a três ações penais

Instalada para dar um parecer sobre o futuro da presidente Dilma Rousseff, a comissão de impeachment tem saldo negativo - 30% de seus 65 integrantes são alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal, a começar pelo deputado Paulo Maluf (PP-SP), cuja legenda deixou a base aliada nesta semana.
Maluf é réu em três ações penais e tornou-se uma personalidade bastante degastada por ter sido preso com acusações diversas que já renderam contra ele uma condenação recente na França e um mandado de prisão da Interpol. Ele é preso de sair do Brasil. Ele nega as acusações.
Pelo menos 21 dos integrantes titulares do colegiado que vai examinar o pedido de impeachment é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo levantamento do site Congresso em Foco, esse grupo responde a inquérito (investigação preliminar que antecede a abertura do processo) ou ação penal (processo que pode resultar em condenação).
"Na mesma condição estão 13 suplentes. Ou seja, dos 130 deputados indicados para a comissão, 34 (26%) estão pendurados no Supremo. Corrupção, apropriação de recursos públicos, crimes contra a Lei de Licitações, de responsabilidade e o sistema financeiro estão entre os delitos atribuídos a esses parlamentares", afirma o site.