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25/02/2016 - 07h12

Codesp pode coordenar ações em acidentes no Porto de Santos, propõe Papa


Fonte: G1/Santos 
 
Deputado Federal acredita que a Autoridade Portuária deve ser a responsável pelas informações
 
Criar uma coordenação para as ações de mitigação dos impactos de acidentes no Porto de Santos e, ainda, um trabalho de prevenção com a participação das comunidades foram outros pontos abordados durante o fórum Segurança no Porto. Para o deputado federal João Paulo Papa (PSDB), este processo deve ser uma responsabilidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). “A sensação é que falta um organismo que coordene essas informações. Na minha visão, tem que ser a Autoridade Portuária”, disse o parlamentar.
 
O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Roberto Clemente Santini, que também é diretor-presidente da TV Tribuna, defende um amadurecimento das políticas de prevenção e minimização dos impactos, após os últimos acidentes no Porto. “A gente tem que reunir tudo que aconteceu e refletir. Existem vários fatores de fiscalização, competências que devem ser esclarecidas. Os produtos estão mudando, no caso do açúcar, está cada vez mais inflamável e é preciso se preparar cada vez mais com as experiências que já aconteceram”.
 
Para o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, o fórum cumpriu seu objetivo ao incentivar o debate sobre a segurança do Porto. “Primeira coisa: tem que ter uma voz oficial para não gerar pânico para a população e, depois, criar grupos de trabalhos, mas não apenas quando acontecer um acidente. Eles devem ser sempre preventivos, para quando ou se acontecer, todas as entidades já estejam se falando e saibam o que fazer”.

 

SP terá de comprar equipamentos de segurança para o Porto, afirma França

Fonte: G1/Santos 

O vice-governador participou do fórum Segurança no Porto, em Santos
 
O vice-governador Márcio França reconheceu, durante o fórum Segurança no Porto, a necessidade de melhor equipar o Corpo de Bombeiros da região para enfrentar sinistros de grandes proporções no complexo santista e nas áreas industriais de Cubatão. O objetivo é oferecer pronta resposta em casos de eventos semelhantes aos que ocorreram recentemente. 
 
“Agora, o Estado tem que comprar equipamentos maiores para incêndios químicos, mas ainda não temos previsão para isso ocorrer. É algo que está fora do mercado comum e muitos têm que vir de fora (do País)”, afirmou. Ele cita, por exemplo, a aquisição de caminhões-tanque semelhantes aos utilizados pelo sistema interno da Petrobras. 
 
Para França, a preocupação em melhor equipar a corporação torna-se mais necessária com a possível construção de uma nova usina termelétrica em Santos. O projeto, conduzido por uma empresa do Sul do País, foi anunciado pelo Estado no último mês e prevê um porto de regaseificação.
 
O vice-governador acredita que o imposto recolhido pela Taxa dos Bombeiros é o que dará condições ao Estado para comprar os novos equipamentos. Em paralelo, ele cobra a Autoridade Portuária para que ela atue, junto ao Governo Federal, para se adequar à demanda de segurança.
 
Congresso 
 
Também durante o encontro da última segunda-feira, o deputado federal Beto Mansur (PRB) defendeu a necessidade de manter, no cais santista, os recursos obtidos pelo Governo com o arrendamento de terminais. O parlamentar considera esta a única alternativa para que os investimentos locais, como aqueles que envolvem segurança, fiquem assegurados. 
 
“A gente não quer que essa receita seja colocada nos cofres do Governo Federal, porque vai sumir”, criticou. 
 
Em defesa semelhante, o também deputado federal João Paulo Papa (PSDB) lembrou que o dinheiro arrecadado com os novos leilões de áreas portuárias deveriam ser destinados aos complexos de origem, mesmo que parcialmente. 
 
Na Câmara, ele apresentou uma proposta que garante 50% dessa arrecadação aos portos.