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16/12/2015 - 00h31

Após assembleia, presidente do Sindaport se reúne com direções da Codesp, SEP e DEST


Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio



Menos de 48 após os empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) decretarem estado de greve em assembleia realizada na noite do último domingo (13), o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, se reuniu com a diretoria da estatal portuária.
 
Realizado na sede da empresa na manhã desta terça-feira (15), o encontro contou com a participação do presidente da Autoridade Portuária, José Alex Botelho de Oliva, do diretor de Administração e Finanças, Celino Ferreira da Fonseca, e do presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado.
 
Inicialmente a reunião estava prevista para ser realizada com os superintendentes Pedro Augusto Chibebe Waller e Gabriel Nogueira Eufrásio, respectivamente responsáveis pelas áreas de Recursos Humanos e Departamento Jurídico da Docas paulista. No entanto, demonstrando bastante interesse no assunto, o mandatário da Codesp fez questão de participar da reunião.
 
"A participação do presidente Botelho foi uma decisão sábia e sensata diante da gravidade do caso, e nos deu a oportunidade de fazer um relato bastante detalhado sobre a assembleia do último domingo, com destaque para os principais pontos divergentes que acabaram levando a categoria ao estado de greve", afirmou Cirino.
 
O dirigente sindical ressaltou que uma das principais reivindicações dos empregados abordadas na assembleia foi a hora de repasse. "Não houve alterações e não se trata de nenhuma novidade para as categorias que já trabalhavam em regime de 6 horas uma vez que esses companheiros fazem e recebem a hora de repasse normalmente, mas ela precisa ser prioritariamente revista para os demais empregados".
 
Quanto ao Plano de Desligamento Voluntário, Cirino esclareceu aos executivos da Codesp que ao longo dos últimos anos a grande maioria dos desligamentos na estatal ocorreu através da abertura de um PDV. "O incentivo financeiro possibilita ao colaborador a opção pela adesão ao desligamento, e principalmente sem traumas, a exemplo do que ocorreu na segunda metade da década de 90", recordou.
 
Sobre a indenização por perdas, Cirino classifica a proposta como coerente e justa. "Tanto com o novo PECS, de agosto de 2013, como também agora com a implantação do novo turno laboral, as horas extras praticadas há muitos anos serão zeradas ou drasticamente reduzidas pela empresa, trazendo prejuízos para o ganho final do trabalhador".
 
Segundo ele, o presidente da Codesp reconheceu como justo o pleito encaminhado pelos sindicatos, no entanto salientou que para a Codesp atender os itens elencados na proposta necessitará de aval superior - Secretaria de Portos (SEP) e Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). "Ele se comprometeu a enviar, ainda nesta semana, os documentos para Brasília solicitando autorização".
 
O líder sindical também destacou estar recebendo informações de vários associados apontado a flagrante falta de pessoal em consequência do inicio da jornada de turno de 06 horas. Sobre a irregularidade, Cirino disse que o mandatário da Codesp estará cobrando explicações e responsabilidade de todos os gestores envolvidos, sobretudo se tais ocorrências estiverem sendo omitidas da direção da empresa.
 
AGENDA
 
Dando continuidade ao processo negocial autorizado pela assembleia do último domingo, além das tratativas mantidas com a direção da Codesp Cirino e Claudiomiro Machado viajam para Brasília na manhã desta quarta-feira (16), permanecendo até o dia seguinte. Na pauta da agenda as reivindicações dos codespanos, que serão discutidas em audiência na SEP e reuniões no DEST. O assunto também será debatido com o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra.

Ofício Sindaport P.367/2015, enviado ao ministro Heder Barbalho em 15/12/2015