Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira
SINDAPORT afirma que não foi consultado sobre medida, por isso caso não haja acordo vai mobilizar categoria, promover assembleia e até paralisação do porto

A implantação do turno de seis horas para os empregados da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) que atuam nas atividades de fiscalização, atracação, meio ambiente e infraestrutura será tema de mesa redonda amanhã, quinta-feira, na Gerência Regional do Trabalho, em Santos. A reunião está marcada às 13h45.
O presidente do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Everandy Cirino dos Santos, está indignado com a posição da Codesp de implantar mudanças na jornada de trabalho dos empregados sem que o SINDICATO tenha sido consultado. “A informação que temos é que a partir dessa quinta-feira o pessoal da atracação já começaria o turno de seis horas. Consideramos um absurdo essa atitude unilateral da Companhia”, afirmou o líder sindical.
Caso a Codesp não suspenda a implantação do turno de seis horas, o SINDAPORT vai convocar a categoria para assembleia. A mobilização dos trabalhadores poderá chegar até a deflagração de greve, diz Everandy Cirino.
O sindicalista ressalta que mais uma vez os portuários foram surpreendidos com os mandos e desmandos da diretoria da Codesp. “Temos que lamentar profundamente as decisões tomadas pela Companhia que sempre prejudicam os trabalhadores da empresa. E o pior, sem negociação com os sindicatos representantes dos trabalhadores”, afirma.
A diretoria do SINDAPORT garante que sempre esteve aberta a negociação e nunca negou-se a discutir propostas da empresa. “No entanto, tudo o que nos chega de informações é sempre posterior ao que já foi aprovado no Consad (Conselho de Administração da Codesp), sem que haja o debate das propostas com os trabalhadores por meio dos sindicatos das categorias”.
Sobre essa possível implantação do turno de 6 horas para o pessoal da atracação já a partir desta quinta-feira, 01 de outubro, o SINDAPORT está tomando as providências jurídicas cabíveis.
Ofícios para o presidente da Codesp, Angelino Caputo, e para o ministro da Secretaria Especial de Portos, Edinho Araujo, também já foram enviados pelo SINDAPORT questionando tal medida. Além disso, o SINDAPORT fez contato com o Sintraport (Sindicato dos Operários Portuários), que representa os empregados responsáveis pelo serviço de amarração dos navios, para que participe da mobilização também.