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Operações portuárias voltam a ser paralisadas por 24 horas

Fonte: A Tribuna On-line
 
Categoria cruzará os braços a partir das 7 horas; uma passeata dará início aos atos

 
As operações nos terminais de contêineres do Porto de Santos voltam a ser paralisadas por 24 horas, a partir das 7 horas desta segunda-feira (12). A categoria cobra aumento real (descontada a inflação) de 10%, reajustes nos benefícios pagos, garantia do mercado de trabalho, passagem dos cadastrados para registrados e direito de dobra de jornada. 
 
A greve temporária foi decidida em assembleia no dia 5 de março, com a justificativa de intransigência do sindicato patronal na negociação da campanha salarial de 2018. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva), Rodnei Oliveira da Silva, disse não haver avanço nas conversas com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp). 
 
Em nota enviada, neste domingo, pela diretoria do Sopesp para A Tribuna, a entidade comunicou que rechaça a justificativa apresentada pelo sindicato dos trabalhadores de que teria rejeitado a nova pauta de reivindicações apresentada no dia 2 de março de 2018.
 
“O Sopesp sequer teve tempo de analisar os novos pleitos e recebeu o informe de greve”, continuou a nota. Além disso, afirma que a Convenção Coletiva de Trabalho negociada entre as partes nunca foi assinada pelo Sindestiva, sendo que esse documento foi fruto do consenso obtido entre as duas entidades, em reunião presencial em agosto de 2017.
 
Diante desse impasse, o sindicato patronal comunica respeitar o direito de greve mas que, havendo paralisação, tomará as medidas legais cabíveis para não prejudicar o andamento das operações portuárias.
 
“O Sopesp manterá as portas abertas para o diálogo. Entendemos que a negociação autônoma e coerente entre as partes é o melhor caminho para se chegar a um entendimento”, finaliza a nota.
 
O presidente do Sindestiva não foi encontrado para comentar o teor da nota enviada pelo Sopesp. Mas em reportagem publicada em A Tribuna no dia 6 de março, o representante dos trabalhadores ameaçou transformar a paralisação de 24 horas numa greve por tempo indeterminado, caso as negociações não avançassem.
 
Passeata
 
Para o início da greve, às 7h desta segunda, os estivadores combinaram sair em passeata, da sede do Sindestiva, na Rua dos Estivadores, no Paquetá, até a sede do Sopesp, na Rua Amador Bueno, no mesmo bairro.
 
No último dia 26, os trabalhadores já tinham feito passeata, pelo Centro de Santos, para entregar uma pauta de reivindicações da categoria, definida em dezembro de 2017, ao Sopesp.
 
Na ocasião, o diretor-executivo da entidade, José dos Santos Martins, recebeu uma comissão de estivadores para dizer que os pedidos estavam sendo analisados internamente. Porém, até o dia 5 de março, quando os portuários entraram em nova assembleia e decidiram pela greve, nada havia sido definido.
 



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